BRASIL

PF abre processo que pode cortar salários e expulsar Anderson Torres da corporação

Suetoni Souto Mai

A coisa anda feia para o lado do ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres. Preso por suspeitas de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, ele virou alvo de um processo administrativo na Polícia Federal. Torres é delegado da corporação e poderá, de acordo com o rumo da apuração, ter os salários bloqueados e, num passo posterior, ser expulso da Polícia Federal. O delegado ocupava o cargo de secretário de Segurança do Distrito Federal durante a tentativa de golpe de estado ocorrida na primeira semana do ano.

 

Anderson Torres, vale lembrar, foi alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ainda antes de ser preso. Na casa dele, a PF encontrou uma minuta que visava a anulação das eleições vencidas pelo presidente Lula (PT) em outubro do ano passado e intervenção militar no Tribunal Superior Eleitoral.

 

 

Ele disse, em depoimento, que o documento seria destruído e que foi uma das diversas propostas que recebeu sem dar importância a elas. A perícia, no entanto, não encontrou no material digitais de pessoas externas ao convício do ex-auxiliar de Jair Bolsonaro.

 

De acordo com o colunista de O Globo, Lauro Jardim, o salário mensal de Anderson Torres é de R$ 30 mil mensais, enquanto delegado da PF. O ex-ministro está preso há cinco meses.


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