Brasil

PF diz que blogueiro Allan dos Santos incentivou Bolsonaro e parlamentares a dar golpe de Estado

Investigações da PF mostram que, nos meses de abril e maio do ano passado, Allan Santos agiu intensamente em favor de um golpe de Estado nos bastidores do bolsonarismo em interlocução com vários deputados federais e, no Planalto, ao menos com um ajudante de ordens de Bolsonaro.

247 – Autos do inquérito das milícias digitais, tendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) como relator, apontaram que o blogueiro Allan dos Santos, dono do canal Terça Livre, incentivou Jair Bolsonaro e os parlamentares da base de apoio a executarem um golpe de Estado, durante as manifestações antidemocráticas realizadas entre abril e maio de 2020. 

As investigações da PF mostraram que, nos dias 19 e 26 de abril e 06 de maio de 2020, o influenciador bolsonarista encaminhou mensagens a um ajudante de ordens de Bolsonaro destacando a “necessidade de intervenção militar”. A conversa acabou com a declaração de que “as FFAA (Forças Armadas) precisam entrar urgentemente”. A informação foi publicada pelo blog do Fausto Macedo

O inquérito destacou que, “a partir da posição privilegiada junto ao Presidente da República e ao seu grupo político, especialmente os Deputados Federais Bia Kicis, Paulo Eduardo Martins, Daniel Silveira, Caroline de Toni e Eduardo Bolsonaro, dentre outros, além e particularmente o Ten-Cel. Mauro Cesar, ajudante de ordens do Presidente da República, a investigação realizada pela Polícia Federal apresentou importantes indícios de que Allan dos Santos tentou influenciar e provocar um rompimento institucional”.

Espiã no Supremo

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos teve uma espiã no gabinete do ministro do STF, Ricardo Lewandowski. Foi a ex-estagiária Tatiana Garcia Bressan, alvo de investigação da PF.

Ela também já fez ataques ao ministro Alexandre de Moraes, ao dizer que o magistrado tem “personalidade sádica”.

No último dia 7 de setembro, Bolsonaro voltou a estimular um golpe no Brasil ao afirmar que não acataria decisões de Moraes – em agosto, o juiz decidiu incluir Bolsonaro no inquérito das fake news

*Brasil247

 


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