Brasil

PF investiga participação do Planalto na organização e financiamento de atos bolsonaristas de 7 de setembro

247 – A Polícia Federal, segundo Caio Junqueira, da CNN Brasil, investiga o nível de participação do Palácio do Planalto na organização e financiamento de manifestações marcadas para o próximo 7 de setembro em apoio a Jair Bolsonaro.

 

Em dois depoimentos à Polícia Federal na sexta-feira (20) prestados por alvos da operação deflagrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, delegados da PF questionaram os motivos dos encontros dos envolvidos com integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro.

Marcos Antonio Pereira Gomes, caminhoneiro conhecido como Zé Trovão, foi questionado sobre encontros que teve com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e com o ministro do Turismo, Gilson Machado, além de reuniões no Palácio do Planalto. “Que ao ser perguntado sobre viagem para Brasília, no dia 9 de agosto, de Marcos Antônio Pereira. Gomes, juntamente com Turíbio Torres, Sergio Bavini (nome artístico Sergio Reis). Eduardo Araújo e Juliano da Silva Martin com que ficaram hospedados no hotel Golden Tulip, na qual houveram (sic) encontros com o assessor especial da Presidência da República Mozart Vianna, com o ministro do Turismo Gilson Machado, com os deputados federais Nelson Barbudo e Hélio Lopes e com o ministro Augusto Heleno, respondeu que o propósito dessa viagem era organizar o que iria acontecer em Brasília no dia 07/09/2021, e que tais encontros foram casuais: Que o declarante esteve no Palácio do Planalto em reunião para tratar de assunto afeto à classe dos caminhoneiros; Que não foi discutido o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal com essas autoridades; Que não se encontraram, casualmente, com outras autoridades, além daquelas citadas acima; Que não sabe quem financiou os gastos de deslocamento, hospedagem e alimentação desse grupo de pessoas em Brasília”.

Investigadores também queriam saber sobre o responsável pelo financiamento do movimento. “Que não tem conhecimento do valor arrecadado pelo movimento ‘7 de setembro’ até a presente data; Que não sabe a destinação dada aos valores arrecadados pelo movimento, com exceção de passagem aérea comprada em nome do declarante, que tinha origem em Curitiba e destino em Rondônia; Que não houve aporte de dinheiro público para os fins  do movimento em questão; Que não sabe o motivo para a coleta de dinheiro de particulares para financiar o movimento ser transferido para uma chave PIX ligada à Coalizão Pró-Civilização Cristã; Que não sabe os nomes dos responsáveis pelo financiamento (confecção de cartazes, faixas, camisetas, transporte de populares, comunicação, gasolina, aluguel de cozinha comunitária c banheiros químicos etc.) do movimento que pretende destituir os ministros do Supremo Tribunal Federal;”.

Zé Trovão e o empresário Turíbio Torres, também alvo da operação da PF de sexta-feira, indicaram a Aprosoja como possível financiadora dos atos. “Que perguntado se o declarante participou, no dia 12 de agosto de 2021, de uma reunião juntamente Marcos Antônio Pereira Gomes – ZE TROVÃO, Sergio Bavini (nome artístico Sergio Reis), Eduardo oliveria Araújo e o presidente da APROSOJA, Antônio Galvan, na sede dessa associação, em Brasília, respondeu o declarante que não participou da reunião, mas almoçou na sede da associação APROSOJA; Que perguntado sobre os assuntos tratados nessa reunião, o declarante informa que foi o apoio da APROSOJA apoiando o movimento “7 de setembro” com alimentos”.


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