BRASIL

Plano de descarbonização do setor aéreo avança

 

Por Redação RNE

 

 

Com investimento de 1,8 milhão de euros ( cerca de R$ 10.512.000) aplicado pelo governo alemão, por meio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), a unidade de produção de Hidrocarbonetos Renováveis, instalada nas dependências da Itaipu Binacional, vai produzir 6kg/dia de bio-syncrude – uma mistura de hidrocarbonetos sintetizada a partir de biogás e hidrogênio verde, que será destinada à produção de SAF (do inglês Sustainable Aviation Fuels).

 

Em lançamento, na última segunda-feira, da primeira planta de produção de petróleo sintético para fabricação de combustível sustentável para aviação (SAF), o Brasil avança cada vez mais no objetivo do plano de descarbonização do setor aéreo.

 

Primeira unidade de produção de hidrocarbonetos renováveis é inaugurada em Foz do Iguaçu – Foto: Vosmar Rosa/MPor

 

O combustível sustentável de aviação é uma das medidas para que o setor aéreo, responsável por 2% das emissões globais de gases de efeito estufa, consiga alcançar suas metas de descarbonização. O SAF é uma fonte renovável e pode ser produzido a partir de diferentes matérias-primas, como óleos vegetais, etanol, biomassa, gorduras animais, óleo de cozinha usado e resíduos agrícolas. Dessa forma, a pegada de carbono do produto final é 80% menor que o de derivados do petróleo.

 

O projeto piloto foi instalado na unidade de biodigestão da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), como principal fonte de carbono para a produção dos hidrocarbonetos. O material será fabricado a partir do biogás, extraído de resíduos orgânicos.

 

No processo de conversão, o  material é direcionado para o sistema de biodigestão, onde ocorre a conversão da matéria orgânica em biogás. O produto é armazenado, tratado e direcionado para a planta de conversão de gás para líquido. Após ser tratado, o material é enviado para o reator de reforma seco, onde é produzido o Syngas, posteriormente corrigido com hidrogênio verde.

 

Potencial mercado

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o lançamento da planta de produção torna o Brasil um potencial produtor e exportador de combustível sustentável de aviação.

 

“A gente percebe que o mundo mais do que nunca está entrando na agenda internacional ambiental, uma agenda que dialoga com a sustentabilidade, o mundo quer cada vez mais produzir, mas quer continuar produzindo de maneira limpa, de maneira sustentável e o país se coloca, sem dúvida alguma, como essa janela de oportunidades”, destacou.

 

Para Rafael González, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis, “o que estamos produzindo hoje é um grande passo para uma série de produtos para a indústria de combustíveis e química, o que nos permite testar, avaliar e principalmente estabelecer critérios para escalar nossa produção. Eu queria destacar também que esse projeto só se deu pela união das competências que nós tivemos por conta de parceiros”, afirmou.

 

 

 


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