BRASIL

Planta 4.0 mostra o potencial de transformação digital no Congresso de Inovação

 

A planta Smart 4.0 está em 270 unidades do SENAI e facilita o ensino das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0

Confirmado: Congresso Internacional de Inovação da Indústria, iniciado nesta quarta-feira em São Paulo, está registrando um estande com informações sobre o novo Brasil Mais Produtivo, programa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – que terá R$ 1,5 bilhão nos próximos três anos para alavancar a produtividade, a transformação digital, a requalificação e o aperfeiçoamento da força de trabalho em até 200 mil micro, pequenas e médias empresas.

 

No estande, montado e organizado pelo SENAI, está instalada uma planta com tecnologias habilitadoras da indústria 4.0, que simula uma produção automatizada. Os participantes poderão interagir com a planta e experimentar as tecnologias 4.0 em tempo real.

 

A planta Smart 4.0 está em 270 unidades do SENAI em todos os estados. Ela facilita o ensino das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 e compreende uma série de tecnologias, como Robótica, Gêmeos Digitais, Integração de sistemas, Internet das Coisas, Cybersegurança, Computação em Nuvem, Realidade aumentada, Big Data e Analytics.

O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, explica que, com a planta automatizada, os empresários terão uma visão geral de como funciona uma smart factory ou fábrica inteligente, com digitalização dos processos industriais, o que aumenta a produtividade nas empresas.


“É urgente e necessário que as empresas avancem na digitalização para aumentarem a produtividade e a competitividade, capazes de impulsionar o aumento de empregos e de renda para os brasileiros. A planta é uma demonstração de como empresários, profissionais e estudantes devem se preparar para a indústria do futuro”.


Há décadas, o Brasil enfrenta graves problemas de produtividade. A baixa escolaridade da população, a defasagem do parque industrial – com máquinas e equipamentos com idade média de 14 anos – e a incipiente digitalização – com 31% de empresas que sequer utilizam alguma tecnologia digital nos processos produtivos – são alguns dos fatores que prejudicam a produtividade e, consequentemente, a competitividade do país.

Novo Brasil Mais Produtivo

Luchesi destaca, ainda, que o Novo Brasil Mais Produtivo pretende justamente resolver os desafios de produtividade da indústria nacional, que vão desde o aumento de eficiência energética no chão de fábrica até a aplicação de transformação digital para aprimorar negócios industriais. “A partir do programa, será criado um ecossistema de produtividade excepcional no país, que une consultoria, requalificação e aperfeiçoamento profissional, alinhado com a neoindustrialização que queremos para o nosso país”.

O secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou a importância de o projeto de neoindustrialização do Brasil – conduzido pelo ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin e elaborado no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) – contar com programas estruturados, por meio de políticas públicas focadas nos desafios da indústria brasileira.

“Estamos trabalhando para que o Brasil Mais Produtivo se posicione como uma ferramenta poderosa para levar recuperação e crescimento ao setor produtivo do país. Com práticas testadas e internacionalmente reconhecidas, o programa apoiará as micro, pequenas e médias empresas industriais brasileiras, com vistas a promover o aumento de produtividade, de competitividade e de eficiência energética, assim como estimulando a transformação digital. O trabalho conjunto e a mobilização de recursos das instituições parceiras garantem escala, perenidade e sustentabilidade a essa atuação.”

O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, lembra que os recursos do Brasil Mais Produtivo beneficiam diretamente os pequenos negócios. “A transformação digital e a inovação são fundamentais para o crescimento sustentável das micro, pequenas e médias empresas. Precisamos trabalhar em ações que permitam a inclusão e gerem impacto direto nas comunidades. Isso significa mais emprego e renda. Já estamos alcançando resultados na produtividade, em curto prazo, sem contar o impacto positivo no faturamento desses negócios”, comenta Décio.

Ele cita também os indicadores apontados pelo programa, que proporciona um aumento médio da produtividade de 22% nas empresas participantes e um ganho real médio de 8% no faturamento.

Para a gerente de Transformação Digital da ABDI, Adryelle Pedrosa, os empresários entendem a importância da transformação digital, sabem que precisam agir e estão abertos a transformar seus negócios. “Isso foi demonstrado no Mapa da Digitalização das MPEs brasileiras, realizado pela Agência em parceria com a FGV. O levantamento apontou que 68% deles estão abertos para participar de um programa de aceleração de sua maturidade digital. E o Brasil Mais Produtivo atua justamente nessa direção”, afirmou.

O Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, ressalta que o potencial de atingir um grande número de empresas e o foco na inovação e digitalização motivaram o BNDES a atuar em parceria com a FINEP para desenhar novas soluções de apoio às empresas e aos projetos que serão realizados. “Uma atuação coordenada como essa, que conta com a participação do SENAI e SEBRAE, permite uma atuação em escala nacional. São parceiros históricos do BNDES, junto com o MDIC, ABDI e FINEP. O Novo Brasil Mais Produtivo será o maior programa já realizado voltado para o aumento da produtividade das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). O BNDES ajudará com seus instrumentos a impulsionar a transformação digital da indústria brasileira. O BNDES financiou na última década a construção da Rede de Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia que agora ajudará a viabilizar novo Programa Brasil Mais Produtivo”.


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