Brasil

Renan: Bolsonaro continua a usar redes sociais para conduzir os brasileiros à morte

Na CPI da Covid, Renan Calheiros criticou a defesa do tratamento precoce por Jair Bolsonaro. “É uma reiteração do crime. Ele não pode chegar a tamanha irresponsabilidade”, disse o parlamentar, que se recusou a questionar os médicos negacionistas na comissão. Randolfe Rodrigues também pretende convocar o Facebook para apurar desinformações sobre a pandemia

247  O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), bateu duro em Jair Bolsonaro durante a sessão desta sexta-feira (18) no Senado, onde foram prestar depoimento os médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Cardoso Alves, defensores do uso da cloroquina contra a Covid-19, mesmo não havendo comprovação científica para o tratamento de pessoas diagnosticadas com a doença. O parlamentar criticou a defesa do tratamento precoce por Bolsonaro. 

“Essa irresponsabilidade não pode continuar. É uma reiteração do crime. Ele não pode chegar a tamanha irresponsabilidade. Os brasileiros estão morrendo. Ele tem pulsão por morte, mas precisa respeitar a memória de todos”, disse.

Ao criticar o chamado tratamento precoce, Calheiros se recusou a fazer perguntas aos médicos negacionistas. “Eu me recuso a fazer perguntas aos depoentes. Me recuso. Não dá para continuar nessa situação”, afirmou. “A CPI tem o papel de dissuadir práticas criminosas”.

Requerimento

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que vai protocolar um requerimento para a convocação de algum representante do Facebook. Na ocasião, o parlamentar fez críticas à tentativa de uso da rede social por Bolsonaro e aliados para a divulgação do tratamento precoce.  

“Por muito menos baniram Trump. O presidente (Bolsonaro) não pode comprometer a vida dos brasileiros”, disse. 

 


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