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Revista NORDESTE: Roberto Gusmão revela implantação de açoes de sustentabilidade e transformação do Complexo de Suape em distrito industrial verde

A edição de nº 185 da Revista NORDESTE já está disponível ao leitor nas principais bancas de revistas e também para leitura em edição virtual. Um dos destaques é a entrevista exclusiva com o presidente do Complexo Industrial de Suape, Roberto Gusmão. Ele revela a política de sustentabilidade do empreendimento, que inclui a implantação de novas tecnologias e a transformação de Suape em um distrito industrial Verde.

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Leia a entrevista abaixo, na íntegra:

A hora e vez de desenvolvimento tecnológico e digital do Complexo SUAPE como HUB Nordeste

Roberto Gusmão articula grandes Players, constrói envolvimento de Sustentabilidade sem igual até agora

Por LUCIANA LEÃO

Em entrevista exclusiva à Revista NORDESTE, o presidente do Complexo Industrial de Suape revela como se dará a transformação de Suape em um Distrito Industrial Verde, ainda este ano. Gusmão também explica como a tecnologia e os investimentos em inovação no atracadouro vai trazer mais competitividade e transparência as informações sobre o Complexo Industrial de Suape.

Revista NORDESTE – Dentro das ações do Complexo de Suape, está a aceleração de  projetos que visam tornar o território em um distrito industrial verde. Em qual estágio encontra-se as iniciativas?

Roberto Gusmão – O projeto Distrito Industrial Portuário Verde consiste num desenvolvimento tecnológico e digital de inovações relacionadas ao fluxo de uso do hidrogênio verde (H2V) e geração de créditos de carbono como vetor para acelerar a descarbonização. Por meio de uma plataforma digital com tecnologia blockchain, pretendemos viabilizar novos modelos de negócios sustentáveis. O campo de aplicação é o nosso complexo, que conta com 224 empreendimentos instalados, como laboratório industrial portuário vivo. Serão desenvolvidas e aplicadas tecnologias capazes de orquestrar o processo produtivo de geração e consumo de energia renovável (H2Verde) e geração de créditos de carbono, permitindo o avanço na direção de se tornar um Distrito Industrial Portuário Verde.

O Distrito Industrial Verde tem como pontos de destaque:

  • Mapeamento e predição do potencial mercado consumidor de Hidrogênio Verde e créditos de carbono em distritos industriais, a começar por SUAPE, tendo na base de seu processo produtivo o insumo da energia elétrica de fontes renováveis;
  • Integrar a plataforma com tecnologia blockchain ao processo produtivo de geração de H2 Verde e créditos de carbono, usando plantas pilotos para testes, rastreabilidade e homologação de funcionalidades;
  • Desenvolver o mercado de comercialização de Hidrogênio Verde e créditos de carbono, definindo produtos padrão e transações transparentes, seguras e, bem como apoiar na estruturação da regulamentação da produção, armazenamento e distribuição do produto H2V e créditos de carbono;
  • Integração ao mercado existente de comercialização de energia elétrica renovável.
Roberto Gusmão em explanação ao jornalista Walter Santos – Foto: Revista NORDESTE

NORDESTE- O projeto inclui a implementação de uma plataforma propulsora do hidrogênio verde (H²V), que está na ordem do dia. Há tempo para tornar Suape um hub de Hidrogênio Verde?

Roberto Gusmão – Suape, além de propiciar infraestrutura atrativa e moderna para o escoamento do H2verde e amônia verde a serem produzidos, visando a exportação, tem um conjunto de 224 empreendimentos instalados em seu complexo, possibilitando grande simbiose industrial, tendo o H2Verde como vetor de integração e impulsionamento. Não há outro complexo com tantas possibilidade de fazer essa transição energética. Cabe destacar que as políticas públicas de descarbonização da economia pactuado recentemente pelo Governo do Estado, assim como o programa Suape Carbono Neutro, que reafirmam o compromisso assumido no Acordo de Paris. Essas iniciativas são a base para que se avancem na implementação dos projetos para efetivar a transição energética e tornar Suape como um Hub de H2Verde.Figurar como um dos protagonistas da transição energética está dentre as prioridades do Porto de Suape no Hub do H2verde. Neste sentido, estão sendo firmados diversos memorandos de entendimento com grandes empresas mundiais para avançar nesta nova atividade econômica e viabilizar os empreendimentos interessados em investir em H2Verde no atracadouro.

NORDESTE – Como vem sendo a aceitação da estratégia junto às mais de 200 empresas instaladas no Complexo?

Roberto Gusmão – Suape vem desenvolvendo uma política de engajamento junto às empresas do complexo, com destaque para os MatchDays e o Censo Suape, mobilizando recursos e demandas. A agenda ESG é uma das estratégias para envolver às empresas nesse processo em todos os compromissos estabelecidos na Agenda 2030 e na implementação dos 17 ODS da Organização das Nações Unidas.

NORDESTE – Já está sendo executado o inventário para quantificar o estoque de carbono na Zona de Preservação Ecológica, que corresponde a 59% do território, e a implantação do compliance climático?

Roberto Gusmão – Sim, a empresa contratada entregou o primeiro relatório, que está sob análise da equipe técnica e visa suportar todos o processo de medição do sequestro de carbono em nossa área de proteção ecológica, de 8 mil hectares, que, por sua vez, será estabelecido os com mecanismos de auditoria e certificação para viabilizar a comercialização desses créditos de carbono junto aos empreendimentos em funcionamento no complexo. Quanto ao Compliance Climático, o projeto já foi iniciado no dia 13 de junho.

Projeto de Inovação Suape Conecta

Nordeste – Recentemente, foi lançado  o projeto Suape Conecta. Quais inovações os investidores e os diversos atores vão estar inseridos no app Suape Conecta?

Roberto Gusmão – O aplicativo Suape e o programa de inovação são iniciativas para melhorar a eficiência das operações portuárias e dar mais transparência também às ações de Suape. O App Suape tanto tem uma parte que é de operação, sobre chegada de navios, horários de atracação, horários de desatracação, para criar uma métrica e melhorar a eficiência das operações portuárias, como também traz outras informações, a exemplo dos programas socioambientais. Os empresários e operadores portuários estão inseridos como usuários e beneficiários dessas ações.

NORDESTE – Qual seria em termos de tecnologia de multiuso sua aplicabilidade para os negócios?

Roberto Gusmão –  O App traz a previsibilidade, ou seja, um operador portuário pode acompanhar a chegada de sua carga com antecedência, sabendo em qual cais o navio vai atracar, que horas atracou e desatracou. A partir daí, são criadas métricas que vão resultar numa melhoria de eficiência.

Roberto Gusmão atesta a qualidade editorial da Revista NORDESTE – Foto: Revista NORDESTE

NORDESTE- Como se dará o novo sistema operacional dos terminais, intitulado TOS Suape?

Roberto Gusmão  – O sistema operacional TOS está sendo desenvolvido em parceria com o CESAR. Já temos o primeiro produto sendo sendo lançado para fase final de testes e ajustes finais. Serão cinco produtos, envolvendo toda a operação portuária. Na medida em que essa parceria avança – o contrato é de dois anos -, os produtos vão sendo disponibilizados, postos em prática e com processo de adaptação contínua. Essa parceria com o CESAR  mais uma vez vai visar a melhoria do processo operacional, a eficiência do porto, tornando Suape um porto cada vez mais competitivo.

O GRI e o eixo socioambiental

Revista Nordeste- Uma das melhores e mais utilizadas práticas para impor ações sustentáveis e globais no meio corporativo é o GRI – Global Reporting Iniciative. Quais indicadores o senhor elencaria quantitativa e qualitativa dos riscos e impactos socioambientais relacionados à operação no Complexo Industrial de Suape?

Roberto Gusmão – Um dos principais indicadores auferidos pela nossa gestão é o indicador segurança e prevenção das operações. Implantamos uma base mar e uma base terra, totalmente equipada se em funcionamento 24 horas por dia, para casos de emergências decorrentes das operações portuárias. Isso demonstra nossa preocupação com a proteção da vida dos trabalhadores e nos permite ter um alto nível de atendimento rápido e preventivo. Podemos associar indicadores socioambientais igualmente importantes, monitorados por Suape, a exemplo do reflorestamento, implantação da certificação ISO14001, ISO 9001 e NBR 16001, está relacionada à contratação de mão de obra local para o Viveiro Florestal (pessoas residentes nas comunidades próximas).

NORDESTE – O que nos revela o GRI do Complexo Industrial de Suape?

Roberto Gusmão – Suape está implantando as práticas ESG( sigla em inglês para Gestão ambiental, social e de governança), reconhecidas internacionalmente como forma de promover posicionamento competitivo no mercado. Umas dessas iniciativas é o relatório de sustentabilidade nos moldes do GRI. A metodologia GRI adota os princípios da inclusão e da materialidade para a organização do conteúdo do relatório. Por isso, foram considerados não apenas os temas referentes à estratégia de negócios da empresa, mas também a percepção da sociedade sobre Suape. Escrever o relatório nesse padrão nos permite gerir corretamente os indicadores ambientais, do Isis e econômicos. A adoção do modelo GRI revela o compromisso de Suape com a transparência. É uma ferramenta construída com a participação dos atores envolvidos no funcionamento do Porto, ouvindo as comunidades impactadas diretamente, buscando se expressar abertamente, para que possamos construir soluções coparticipativas para qualquer problema identificado.


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