Bahia

Rui diz estar ‘ansioso’ por apuração sobre compra dos respiradores do Consórcio Nordeste

por Anderson Ramos / Gabriel Lopes / Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Cianose, na manhã desta terça-feira (26), para apurar a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste no início da pandemia do novo coronavírus ,  o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que é a pessoa mais “ansiosa” para que a apuração sobre o caso seja finalizada e lamenta a demora.

 

“Eu posso garantir que não tem nenhum ser humano mais ansioso para que essa apuração seja finalizada. Já se vão quase dois anos disso e eu continuo indignado pelo fato de saber que essas pessoas estavam presas, essas pessoas tinham assinado documento que iriam devolver o dinheiro e o Ministério Público da Bahia pediu para soltar essas pessoas e o juiz concordou”, disse o gestor estadual durante conversa com a imprensa no bairro do Imbuí.

 

“Quase dois anos e a gente acompanha investigação após investigação e a gente quer a conclusão disso e quem está culpado vá para o ‘xilindró’, responda pelo malfeito e que o povo possa ter o dinheiro de volta. Eu só tenho a lamentar a demora e comentar que estou ansioso para que isso seja concluído. A outra ação que corria nos Estados Unidos está resolvida, o estado já recebeu o dinheiro de volta. Gostaria de ver a mesma celeridade aqui no Brasil”, acrescentou o governador.

 

O caso dos respiradores começou a ser investigado no âmbito da Operação Ragnarok, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra a empresa Hempcare, que vendeu e não entregou respiradores ao Consórcio Nordeste. A fraude na venda de 300 respirados para o Consórcio Nordeste rendeu um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao governo da Bahia (leia mais aqui).

 

Em junho de 2020, a coordenadora do setor de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública da Polícia Civil, Fernanda Asfora, contou que a HempCare alegou que os respiradores viriam de uma fabricantes chinesa, mas após sucessivos atrasos, alegou que todos os ventiladores tinham registrado defeito na válvula de escape e sugeriu que uma empresa sediada no Brasil, a BioGeoEnergy, fornecesse os equipamentos. Só que essa proposta não foi aceita pelos estados porque a suposta fabricante não tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o serviço.


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