Internacional

Senadores americanos pedem  à secretária de Tesouro para investigar a origem dos recursos que o frigorífico brasileiro JBS utilizou para expandir as operações nos EUA

O presidente republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos pediu à secretária do Tesouro, Janet Yellen, que investigue se os proprietários do frigorífico brasileiros JBS SA usaram os recursos de um esquema de suborno para expandir suas operações nos Estados Unidos.

Os senadores Bob Menendez e Marco Rubio enviaram uma carta à imprensa americana na sexta-feira (13/08), onde pedem a secretária de testouro Janete Yellen para abrir uma investigação sobre a JBS e os proprietários de sua controladora, os empresários brasileiros Joesley e Wesley Batista, por meio do Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA. O comitê é presidido pela secretária de Tesouro e tem o poder de revisar e bloquear as aquisições de empresas dos EUA por entidades estrangeiras se as transações puderem ameaçar a segurança nacional.

A JBS SA, maior frigorífico e distribuidora de alimentos do mundo, tornou-se a segunda maior fornecedora de carne dos Estados Unidos com aquisições de empresas estrangeiras. Recentemente, a JBS anunciou a intenção de comprar 100% das açoes da Pilgrim’s Pride, da qual já é socia majoritária.

 

Menendez e Rubio pediram à secretária Yellen para investigar a JBS depois que sua controladora, a J&F Investimentos, concordou em outubro do ano passado, em pagar uma multa de US$ 256 milhões ao Departamento de Justiça por acusações de violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA). Os Batista admitiram anteriormente que gastaram cerca de US$ 150 milhões para subornar mais de 1.800 funcionários do governo brasileiro para garantir US $ 1,3 bilhão em empréstimos do Banco de Desenvolvimento do Brasil e fundos de pensão federais.

Tanto a JBS USA quanto a Pilgrim’s Pride, agora uma subsidiária, também pagaram mais de US$ 100 milhões em multas para acertar os encargos de fixação de preços.

“Quando empresas estrangeiras se beneficiam de práticas corruptas e as espalham para os mercados dos EUA, elas colocam em risco nossa segurança econômica, apresentam riscos diretos para nossos negócios e minam nossos esforços para combater a corrupção no exterior”, escreveram Menendez e Rubio na carta enviada à imprensa.


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