Brasil

Setor da cadeia do biodiesel afirma que propostas apresentadas ao governo injetarão R$ 120 bilhões em 12 meses na economia

Estudo inédito eleborado pelo setor de bioedisel foi entregue ao governo federal como forma de contribuir para geração de emprego e renda no país. De acordo com especialistas do setor, caso o uso do biodiesel seja adotado, R$ 120 bilhões a mais podem circular na economia em 12 meses e o custo de produção de frangos, ovos, suínos e peixes será reduzido no Brasil. O uso do biocombustível foi inventado no Brasil e é produzido em 14 estados. 

 

Outro fator importante é que o biodiesel traz um impacato benéfico ambiental porque consegue substituir o diesel derivado de petróleo e, assim, provoca a redução nas emissões de poluentes, muito nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. E, por isso, ele também é positivo para a saúde pública, ao evitar internações, mortes por doenças respiratórias, pessoas afastadas da produção e, naturalmente, os altos custos associados a esses casos.

 

Segundo o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, deputado federal Pedro Lupion, “o objetivo, ao divulgarmos esses cálculos inéditos, é contribuir para a tomada de decisão de governo e alertar a sociedade para o risco à vida ao se admitir maiores emissões e para os potenciais custos bilionários, que são gerados quando se opta por reduzir o uso de um biocombustível limpo, como o biodiesel”.

 

As vantagens da maior produção e também do uso de biodiesel pelo Brasil começam aí e se espalham por outros setores que se relacionam com o dia a dia dos cidadãos. Atualmente, apenas 10% de biodiesel – produzido majoritariamente a partir do óleo de soja – é misturado ao diesel mineral. Cronograma do CNPE, que vigorava até 2021, previa que esse teor poderia ser de 13% neste mês de fevereiro e 14% a partir de março deste ano.

 

É com base na diferença entre o teor de 10% e o de 14% que foram calculados os R$ 120 bilhões que passariam a circular na economia em 12 meses, com atração de investimentos milionários, geração de empregos e de negócios para milhares de pessoas no campo e nas cidades, e barateamento do custo de produção de proteína animal e redução da importação de diesel derivado de petróleo. O estudo foi feito em conjunto por três entidades do setor de biodiesel: Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE); Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO); União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO).

 

As três organizações estão em contato permanente com os ministérios, com a Casa Civil e com lideranças parlamentares da base do governo no Congresso Nacional – entre eles, o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Ricardo Barros, e o vice-líder deputado Pedro Lupion – para expor propostas de como a expansão do setor do biodiesel pode prestar contribuições à economia brasileira.

 

Os dados poderão ser úteis para auxiliar a tomada de decisão de governo em relação aos rumos da política macroeconômica, além de movimentar a economia e proporcionar desenvolvimento nos 14 estados produtores: Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Bahia, Paraná, Tocantins, Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Piauí e Rio de Janeiro.

 

O estudo mostra que cada 1 ponto percentual (p.p.) adicional de biodiesel ao diesel comercial gera benefícios valorados em R$ 30 bilhões anuais. É uma conta complexa que considera vários aspectos, conforme a seguir:

BENEFÍCIOS A CADA PONTO PERCENTUAL ADICIONAL DE BIODIESEL AO DIESEL COMERCIAL = R$ 30 BILHÕES/ANO

 

 Proteína animal – a produção de biodiesel gera demanda por óleo de soja, obtido pelo esmagamento desse grão. Essa demanda impacta a produção de farelo de soja (outro subproduto do esmagamento) usado em rações animais. Quando há maior oferta, caem os preços do farelo, movimento que se reflete na redução de custos da produção de proteína animal – suínos, frango, ovos e peixes. Isso contribui para minimizar o custo de vida em itens essenciais. Variação: R$ 3,5 bilhões/ano // Variação absoluta -0,05 p.p. no IPCA

 

PIB – a produção de biodiesel gera valor adicionado no Brasil pela agregação à soja, óleos vegetais e gorduras animais.Variação: R$ 4,95 bilhões/ano.

 

Massa salarial – O biodiesel proporciona a criação de empregos de boa qualificação e remuneração, resultando em aumento da massa salarial nas regiões onde é produzido. Variação: R$ 1,2 bilhão/ano // Variação absoluta 37.250 empregos.

 

Gases de Efeito Estufa (GEE) – com mais biodiesel, motores, máquinas e equipamentos usam menos diesel comercial, que é mais poluente devido ao componente fóssil. Assim, ao mitigar parte das emissões de CO₂ na matriz de combustíveis, o Brasil avança no cumprimento de acordos internacionais relacionados às mudanças climáticas, dos quais é signatário. Variação: R$ 1,2 bilhão/ano.

 

Saúde Pública* – custos com internação em enfermarias, em UTIs por doenças respiratórias, são impactados quando há maior emissão de poluentes presentes no diesel, especialmente material particulado inalável, e afastamento do trabalho.

 

Variação: R$ 178 milhões/ano // Variação absoluta 244 mortes evitadas.

 

Selo Biocombustível Social – o biodiesel promove a integração das usinas com os agricultores familiares garantindo contratos de compra e prestação de assistência técnica rural. A elevação da mistura assegura sobrevivência a milhares de famílias e a produtividade de suas lavouras. Variação: R$ 18,4 milhões/ano // Variação absoluta 7,57 mil famílias.

 

Expectativa de vida* – a redução dos poluentes mitiga danos à saúde por doenças pulmonares e aumenta a qualidade e a expectativa de vida, em favor do aumento da produtividade econômica. Variação: R$ 19 bilhões/ano.

 

Fonte: FPBio. Estimativa para cenário Brasil com base em dados calculados
pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia,
considerando originariamente dados referentes à Região Metropolitana de São Paulo


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