BRASIL

Zelo ambiental: Centro para Finanças Climáticas é lançado pelo Instituto Clima e Sociedade e Climate Arc

As duas instituições abrem Chamada Pública para seleção de entidade de pesquisa que será responsável pela implementação e administração do Centro

Aprimorar dados, realizar análises robustas para que o setor privado tome decisões seguras rumo à economia de baixo carbono e qualificar profissionais que atuam no sistema financeiro são os objetivos do Centro para Finanças Climáticas, criado em uma parceria de duas instituições filantrópicas – a brasileira Instituto Clima e Sociedade (iCS) e a inglesa Climate Arc.

Com a previsão do início de atividades em janeiro de 2024, as duas instituições filantrópicas lançam Chamada Pública para a seleção de instituição de pesquisa (acadêmicas e think tanks) ou consórcio que irá implementar, operacionalizar e administrar o Centro para Finanças Climáticas, que deverá ter sede em São Paulo ou no Rio de Janeiro. As propostas devem ser apresentadas até o dia 31 de agosto.

Todas as informações sobre a Chamada Públicapodem ser obtidas aqui.

“Junto com nosso parceiro, o Instituto Clima e Sociedade, estamos animados em dar o próximo passo para desenvolver o Centro para Finanças Climáticas no Brasil. Ao contribuir para a qualificação de analistas climáticos e especialistas em dados, o Centro buscará aumentar consideravelmente as capacidades locais de financiamento climático e melhorar a disponibilidade de dados para avaliar a transição para uma economia de baixo carbono”, afirmou Meryam Omi, diretora executiva da Climate Arc.

As análises sobre transição para uma economia de baixo carbono no Brasil vão utilizar modelos disponibilizados pela Climate Arc e adaptados à realidade local. O Global Data Warehouse, criado pela Climate Arc, será alimentado com informações do Brasil a partir de uma plataforma de coleta de dados sobre empresas e setores econômicos, organizada pelo Centro para Finanças Climáticas. Essas informações estarão disponíveis para o setor financeiro, incluindo bancos, gerentes de ativos, proprietários de ativos e seguradoras, auxiliando na tomada de decisões mais seguras e completas.

Outro papel do Centro será o desenvolvimento de cenários e modelos para ampliar a compreensão de como a transição climática pode ocorrer no país. O trabalho vai ajudar a identificar riscos e oportunidades da transição em cada setor e servir como ferramenta essencial para decisões do setor financeiro. Com o desenvolvimento dessas habilidades, os especialistas do mercado terão mais segurança para alinhar as decisões de financiamento com as metas climáticas e garantir que os investimentos enderecem soluções climáticas.

Entre os exemplos de dados que serão compilados, analisados e complementados com informações relativas ao mercado brasileiro estão métricas empresariais relacionadas aos riscos e oportunidades associadas à mudança do clima. São exemplos também inventários de emissões, compromissos, metas, planos e resultados alcançados na jornada de descarbonização do setor privado.

As análises detalhadas a serem elaboradas pelos profissionais do Centro poderão, entre outras possibilidades, subsidiar a elaboração de planos de transição, decisões de investimento e financiamento para projetos e atividades alinhadas aos objetivos do Acordo de Paris.

Sobre o Instituto Clima e Sociedade:

O iCS é uma instituição filantrópica que apoia organizações que visam o fortalecimento da economia brasileira e a redução da desigualdade, por meio do enfrentamento às mudanças climáticas e de soluções sustentáveis. Além do financiamento de projetos, o Instituto Clima e Sociedade promove o diálogo entre setores, agrega conhecimento e estabelece redes de informação, inteligência e cooperação para o fortalecimento da agenda do clima.

Sobre o Climate Arc

A atuação da instituição filantrópica inglesa Climate Arc é construída sobre três pilares: desenvolver as metodologias e padrões que orientam o rumo e o ritmo das decisões financeiras; curadoria do fluxo de dados e insights para entender como as empresas estão progredindo; e treinar profissionais e criar networks em todo o mundo para integrar a ciência do clima às decisões financeiras.  

 

 


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