Pernambuco

Grupo faz protesto por moradia no Centro do Recife

Pelo segundo dia consecutivo, manifestantes fizeram ato pedindo permanência em terreno localizado na Zona Sul do Recife. Depois de bloquear Avenida Conde da Boa Vista, grupo saiu em caminhada.

 

Manifestantes bloquearam, na manhã desta quinta-feira (21), os dois sentidos da Avenida Conde da Boa Vista, na altura do cruzamento com a Rua Gervásio Pires, na área central do Recife. A via foi liberada por volta das 11h e o grupo saiu em caminhada pelo Centro.

Imagens enviadas mostraram fumaça de pedaços de panos que foram queimados no local. O trânsito da área ficou complicado.

O ato foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pediu por moradia. Os manifestantes solicitam à prefeitura do Recife autorização para que famílias que estão ocupando um terreno localizado na Rua Barão de Souza Leão, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, possam permanecer no local.

Segundo o movimento, a reintegração de posse da área foi marcada para esta quinta (21). De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), agentes de trânsito foram enviados ao local para orientar os condutores.

O MTST informou, ainda, que integrantes também foram à sede da prefeitura, no Cais do Apolo, na área central da cidade. Após a dispersão do ato na Avenida Conde da Boa Vista, os manifestantes devem seguir até a prefeitura, sem bloqueio de ruas, para tentar contato com representantes da gestão municipal.

Na quarta-feira (20), o MTST fez um protesto na Zona Sul do Recife reivindicando a mesma pauta, para permanência no terreno. Segundo o advogado popular Rafael Lopes, as famílias reivindicam por resposta da prefeitura frente à ação de despejo determinada pela Justiça.

“Eles estão reivindicando contra […] uma decisão de despejo que possivelmente pode ocorrer hoje na Ocupação 8 de Março, em Boa Viagem. São 300 famílias, de crianças a idosos, que reivindicam moradia e política habitacional da prefeitura”, afirmou.

Procurada pela reportagem, a prefeitura do Recife informou que mantém a mesma posição informada na quarta-feira (20), quando afirmou que o terreno era de propriedade privada e que a Justiça determinou a reintegração de posse ao proprietário.

Por meio de nota, a prefeitura disse, ainda, que “desde o início, já promoveu três reuniões com representantes do MTST, inclusive com a presença de gestores do governo de Pernambuco, em busca de diálogo sobre a situação do movimento”.

 

 

*G1pe


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