Brasil

Aécio ganha força, mas agora será alvo da disputa interna no PSDB

27/10/2014


Recém-saído de mais uma derrota eleitoral, o PSDB deverá agora se debruçar sobre o futuro. Majoritariamente, correligionários dizem que o senador mineiro Aécio Neves deixa a campanha com um capital político muito maior do que aquele que tinha. Sua derrota é relativizada, sobretudo em função da pequena diferença que o separou da vitória. Faltaram a Aécio 3.458.849 de votos, num universo de 105.536.615 de votos válidos, que representam diferença de 3,28 pontos percentuais. Tornou-se conhecido do eleitorado nacional e rompeu o regionalismo de seu nome. Isso não significa, porém, que Aécio seja a escolha natural do partido para 2018.

O  senador mineiro é frequentemente elogiado, inclusive pelo PSDB paulista, diretório que teve de lidar com mágoas do passado. Seus aliados destacam as qualidades de um candidato que soube contagiar os aliados com entusiasmo e não deixou o moral cair mesmo nos momentos mais difíceis da campanha. Entretanto, Aécio teve sua vez e agora terá de disputar internamente com nomes como Geraldo Alckmin, José Serra e Beto Richa, governador paranaense reeleito no primeiro turno que ganhou força para se colocar como opção em 2018, junto aos nomes já consolidados.

Alckmin é apontado internamente como dono de um capital eleitoral que contará pontos de sobra em 2018. O governador paulista Serra, que tem 72 anos, chegaria a 2018 com 76 anos e poderia usar o argumento de última chance para se colocar como candidato. Poucos duvidam que ele tentará disputar a Presidência pela terceira vez. E Richa tem sido frequentemente citado depois que conseguiu ser reeleito com folga já no primeiro turno para o segundo mandato no Paraná.

Diagnóstico da derrota

A ressaca da derrota está longe de ser assimilada, mas internamente, tucanos reconhecem erros na campanha presidencial e admitem reservadamente a necessidade de mudar a forma de dialogar com os setores mais pobres da sociedade. Apesar disso, a tese do uso abusivo da máquina pública por parte do adversário aliada a uma campanha recheada de acusações também são destacados como causas de mais uma derrota em disputas presidenciais, a quarta seguida, impondo 14 anos desde a última eleição vendida pelo partido.concorreu em 2006 e não gerou problemas para o partido. Planejou sua trajetória no governo paulista e abriu espaço para que correligionários disputassem em 2010 e 2014. Deverá cobrar a fatura, alegando que a próxima disputa é a sua vez.

 

 

(Do iG)


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