Brasil

Embaixada dos EUA denunciou à PF em janeiro o esquema de contrabando de madeira que levou à ação contra Salles

247 – A operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi deflagrada com base em informações da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Agentes apuram indícios de contrabando de madeira da floresta amazônica. Na decisão em que autorizou a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes detalhou trechos do ofício encaminhado pela embaixada americana à PF, segundo a qual a apuração teve início em janeiro de 2020, quando o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (FWS) deteve para inspeção três contêineres de madeira exportados do Brasil, no Porto de Savannah, na Geórgia.

 

De acordo com o magistrado, além de documentos, a embaixada “forneceu à Polícia Federal amostras das respectivas madeiras apreendidas pelas autoridades norte-americanas”.

 

“As amostras foram colhidas em consonância com as diretrizes estabelecidas pela equipe do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e, atualmente, encontram-se acauteladas nesta unidade policial”, disse. A decisão do ministro foi publicada pela CNN Brasil.

 

Em comunicação oficial, Bryan Landry, adido do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos da América (FWS), afirmou ter “preocupações com relação a possíveis ações inadequadas ou comportamento corrupto” por “representantes da Tradelink e/ou funcionários públicos responsáveis pelos processos legais e sustentáveis que governam a extração e exportação de produtos de madeira da região amazônica”.


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