Nordeste

Governo de Pernambuco investe no mapeamento de potencialidades de setores econômicos estratégicos

Iniciativa visa unir o conhecimento científico das universidades com a competitividade empresarial e industrial em diversos setores econômicos do Estado

30/09/2020


Na imagem o governador de Pernambuco, Paulo Câmara

Revista Nordeste

O governador Paulo Câmara lançou, nesta quarta-feira (30), o edital do Programa de Bolsas da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) e da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). A iniciativa busca viabilizar estudos acadêmicos sobre cadeias produtivas relevantes. O investimento é de R$ 124,4 mil para bolsas de pesquisa e atividades de coordenação das equipes selecionadas, com prazo máximo de execução estabelecido em 12 meses. Desse total, R$ 94,2 mil serão repassados via Facepe e R$ 29,6 serão aportados pela AD Diper.

“A gente busca efetivamente dar condições de as pessoas poderem ter incentivos para especialização e aperfeiçoamento. Isso vai ao encontro do que a gente quer, um Estado cada vez mais preparado para os desafios do futuro e pessoas cada vez mais qualificadas, sabendo que a inovação e a pesquisa são fundamentais na atração de empreendimentos para Pernambuco”, afirmou Paulo Câmara.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, explicou que o trabalho vai permitir um ganho de produtividade analítica e produção de conhecimento científico de ponta. “O Governo vai ser capaz de interpretar, prever e avaliar políticas públicas que contribuam com as estratégias de desenvolvimento econômico para o Estado”, acrescentou. O edital deve ser publicado até a próxima sexta-feira no site da Facepe.

Entre outros, serão foco dos estudos os setores Têxtil e de Confecções; Polo Farmacoquímico; Laticínios; Cadeia do Café; Setor Automotivo; Floricultura; TICs e Economia Criativa; Cerveja Artesanal/Industrial; Serviços Médicos; Vitivinicultura; Serviços Educacionais; Alimentos; Setor Avícola; Cadeia Petroquímica; Turismo; Gesso; Fruticultura Irrigada; Logística e Pesca Oceânica.

O presidente da Facepe, Fernando Jucá, destacou que o mais importante do edital é unir o conhecimento que existe nas universidades – especialmente na área de economia – com a competitividade empresarial e industrial. “A finalidade desse edital é entender a competitividade de cada setor do desenvolvimento econômico do Estado. Isso tem que ser feito com critérios técnicos, entendendo as vantagens e desvantagens de cada setor, e analisar porque alguns setores têm bons indicadores e outros não. Essa análise entre os setores vai ser o produto final desse projeto”, detalhou.

INOVAÇÃO – Ainda nesta quarta, o governador anunciou o convênio do Programa de Bolsas para Residência Tecnológica. A iniciativa é fruto de uma articulação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), junto a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e a Universidade de Pernambuco (UPE). As inscrições para seleção dos residentes estarão abertas a partir do dia 28 de setembro de 2020, até o dia 30 de outubro. A aula inaugural será realizada no dia 15 de dezembro.

O programa consiste em dois módulos: Residência Tecnológica em Indústria 4.0, cujo objetivo é subsidiar as unidades industriais de Pernambuco no processo de transformação para uma indústria 4.0; e Residência Tecnológica em Cloud Computing, formando profissionais com habilidades nas técnicas modernas de computação em nuvem, ciência de dados e inteligência artificial, aprendendo a lidar com processamento de grande massa de dados. Além disso, faz parte da parceria a aquisição de um mini-datacenter para o desenvolvimento de projetos de TIC junto a instituições públicas e empresas privadas do Nordeste e para auxiliar na formação de mão de obra especializada.

“Hoje o governador Paulo Câmara assinou a residência tecnológica para a formação de vinte profissionais que estarão no programa de imersão realizado pela UPE, fazendo a capacitação técnica e qualificação profissional no modelo de formação tecnológica. São vinte empresas, com um investimento 100% realizado pela SUDENE. Nesse modelo, há a possibilidade de parte de o conhecimento ser produzida dentro das empresas”, detalhou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lucas Ramos.


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