Nordeste

Lojas de rua e shoppings vão reabrir na segunda-feira (15) no Maranhão

Além das regras gerais que já valem para todos os estabelecimentos, como o uso obrigatório de máscaras e higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, as lojas precisam seguir outras medidas específicas

12/06/2020


Lojas de rua e shoppings vão reabrir na segunda-feira (15) no Maranhão: veja as regras. — Foto: Divulgação.

G1

Seguindo o processo de reabertura gradual das atividades comerciais no Maranhão, a partir da próxima segunda-feira (15), lojas de rua e de shopping (sapatarias, lojas de roupas e presentes) poderão reabrir.

No entanto, continua proibido o funcionamento de praças de alimentação, cinemas, áreas infantis e grandes promoções ou eventos que possam causar grandes aglomerações ou gerar tumultos nas lojas.

Os restaurantes, lanchonetes, bares e similares localizados em galerias e shopping centers só poderão funcionar com delivery (entrega) ou drive-thru (retirada no local), ou seja, qualquer bar, restaurante ou similar – dentro ou fora de shopping – não pode vender para consumo no local. Essa regra já valia para esses tipos de estabelecimentos.

Já as academias de ginástica ainda não podem reabrir.

Uma portaria foi publicada pela Casa Civil do Maranhão e estabeleceu uma série de regras sanitárias para o funcionamento de todo o setor lojista no estado a partir de segunda. Além das regras gerais que já valem para todos os estabelecimentos, como o uso obrigatório de máscaras e higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, as lojas precisam seguir outras medidas específicas.

Limite de clientes
 • As lojas só poderão atender na parte interna até o limite de 30% de sua capacidade. Ou seja, se normalmente cabem dez pessoas na loja, só podem entrar três ao mesmo tempo. E precisam manter distância de dois metros entre elas  
 • Se houver mais gente querendo entrar, deve haver fila do lado de fora com distância de pelo menos dois metros entre as pessoas
 • A regra dos 30% também vale para o estacionamento da loja
 • Os bancos e sofás deverão ser retirados para garantir a circulação constante de pessoas
 • É preciso criar horários específicos para atender idosos e adultos do grupo de risco

Higienização
 • Nos shoppings, além de pontos de higienização das mãos na entrada e na saída, deve haver locais de higienização a cada 20 metros dentro do estabelecimento
 • Pelo menos uma vez a cada quatro horas, todas as lojas devem higienizar os ambientes, principalmente as vitrines, provadores e outras áreas de contato direto com o público
 • As lojas que tiverem provadores devem higienizar imediatamente o produto após o cliente experimentar um produto
 • O estoque exposto de roupas e sapatos deve ser pulverizado a cada duas horas com álcool 70% ou similar
 • Deve haver proteção de vidro ou acrílico nos caixas e mesas de atendimento
 • O ambiente deve ser o mais arejado possível
 • Não podem ser distribuídos materiais gráficos, como folhetos, revistas, etc.
 • Não devem ser usados tablets e smartphones da loja pelos clientes
 • Fica vedado o uso de sacolas reutilizáveis, devendo ser recomendado aos clientes o descarte das sacolas utilizadas
O serviço de manobrista continua suspenso, assim como o empréstimo de carrinhos de bebês nos shopping centers
Horários dos estabelecimentos
 Para evitar aglomeração nos transportes públicos, cada segmento precisa adotar um horário diferente de início das atividades. Fica assim:

 • Começam entre 5 e 7 horas: postos de combustíveis e panificadoras
 • Começam entre 6 e 8 horas: supermercados; área de saúde; indústrias alimentícias; indústrias farmacêuticas; e  • construção civil
 • Começam entre 7 e 9 horas: agências loterias; vigilantes, zeladores e porteiros; farmácias e drogarias; oficinas mecânicas e borracharias; lojas de produtos agropecuários e veterinários; hospitais e clínicas veterinárias; e agências lotéricas
 • Começam entre 9 e 11 horas: bancos; salões de beleza; lojas de veículos; e comércios de rua que estejam autorizados a funcionar.

Os prefeitos podem editar regras mais rígidas nos municípios, de acordo com a análise da evolução da doença.


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