Nordeste

Prefeito de Teresina diz que pico de óbitos por Covid-19 passou: ‘estamos começando a descer a ladeira’

Segundo Firmino Filho (PSDB), a capital já passou pelo maior pico de mortes e os indicadores apontam o início de uma nova fase, mas que a população deve continuar com o isolamento.

07/07/2020


Na imagem Firmino Filho

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), afirmou, nesta terça-feira (7), que a capital já passou do pico de mortes pela Covid-19. De acordo com o gestor, os indicadores apontam o início de uma nova fase da doença na cidade, mas que a população deve continuar com o isolamento social para garantir que as mortes não voltem a crescer.

“Quando se olha a curva de evolução dos óbitos, já podemos dizer que já passamos o maior pico. Existem indicadores de que estamos começando a descer a ladeira. Se estivéssemos falando de futebol, já passamos dos 45 minutos iniciais e estamos começando o segundo tempo”, afirmou Firmino.

O prefeito disse que a prefeitura está fazendo o endurecimento do isolamento, principalmente nos fins de semana e, ao mesmo tempo, começou a flexibilização com os setores mais seguros, que têm maior capacidade de valor agregado em termos de emprego, renda e tributação.

“Nós precisamos intensificar essas medidas para que nas próximas semanas a redução da circulação do vírus se torne também na redução de chegadas nos hospitais, internações e nos óbitos”, declarou Firmino.

Segundo o prefeito, a desobediência às determinações da prefeitura pode atrapalhar as medidas que estão sendo tomadas no combate à Covid-19 na capital. “Tudo o que fazemos hoje vai se repercutir na rede hospitalar daqui a 14 dias”, disse.

“O processo de transmissão da doença já está estabilizado. Nos últimos três finais de semana, temos uma pesquisa que diz que 18% a 19% da população está positivada. A quantidade de pessoas imunizadas tem crescido e a quantidade de pessoas que está com a doença ativa tem diminuído”, completou Firmino.

Rodízio de veículos

Na segunda (6), a construção civil, o setor industrial e os serviços de delivery foram autorizados a retornar de forma gradativa, com metade do quadro de funcionários e funcionando quatro dias na semana por seis horas cada dia.

Após a liberação, o prefeito criticou a alta circulação de pessoas e veículos registrada no Centro da capital.

“Não podemos ficar entrando de loja em loja. Se acontecer esse processo na quarta e quinta, não teremos alternativa senão a de impor restrições ao Centro, como a implantação do rodízio de veículos para combater essas lojas que atuam de forma clandestina e estão colocando em risco a estratégia que foi bem debatida e tecnicamente concluída”, declarou.

Nesses dois primeiros dias da retomada parcial, Firmino afirmou que muitos setores que não estão autorizados estão funcionando.

Para o prefeito, a situação dificulta a continuação do processo de reabertura e pede por mais rigor na punição de estabelecimentos que estão funcionando de forma clandestina. “O que está no Centro é um aumento absurdo da quantidade de pessoas e veículos. Muitos comércios estão funcionando clandestinos”, declarou Firmino.

Evitar crescimento de casos

De acordo com Firmino Filho, a queda nos números de transmissão e de casos positivos indicam que a cidade já está em um momento de redução da doença, mas é preciso cautela no retorno das atividades comerciais para evitar um novo crescimento de casos.

O gestor defende uma diminuição ainda maior dos números de casos. “Para que a gente possa ter essa transição mais rápida, precisamos reduzir a doença rapidamente e a economia tem que lentamente ser retomada”, explicou.

Para o prefeito, apressar a retomada econômica significa aumentar a demanda hospitalar na capital. “Precisamos ter muita paciência e muita sabedoria para não jogar fora todo o esforço que até agora foi feito”, disse.


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