Presidente da TV Cultura SP expõe números influentes do BRICS e aponta desafios na mídia

01/11/2019


Por Walter Santos

“ O desafio é ser capaz de uma comunicação cada vez mais abrangente, respeitando as diferentes características dos povos, avaliou o presidente da TV Cultura de São Paulo, Dr. José Roberto Maluf, adiantando que “vivemos uma nova cultura midiática, interativa e participativa, o futuro é colaborativo, criativo e compartilhado”, conforme captou reportagem da Revista NORDESTE.

Durante palestra no 4º Forum de Imprensa do Bloco, em São Paulo, ele lembrou que “os 5 países cujo agrupamento originou o BRICs, juntos representam aproximadamente 27% da área terrestre mundial, 43% da população, 23% do PIB, 18% do comércio mundial, 14% do poder de voto do Banco do Mundial e 25% das quotas do FMI .

Rússia , Índia, China e África do Sul foram o destino de 30,7% das exportações brasileiras, em 2018 totalizando 73.8 bilhões de dólares”.

FASE ESPECIAL – Antes de expor a ótima fase da TV Cultura dialogando com diversos paises e com grade de programação com audiencia crescente e plural, ele afirmou que “entre os objetivos dessa reunião estão o incentivo à aproximação entre o setor produtivo e o Novo Banco de Desenvolvimento e também o combate a crimes transnacionais, lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes”.

BASE ORIGINAL – Para ele, nos últimos 10 anos, o principal encontro entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ocorreu nas chamadas reuniões de cúpula que, sediadas alternadamente pelos 5 países, promoveram a discussão de diferentes temas relativos a cooperação entre as economias emergentes, buscando trazer resultados concretos para as populações.

COOPERAÇÃO – O presidente reafirmou que “os países em desenvolvimento e suas economias emergentes iniciaram um processo de cooperação, visando o aumento de representatividade do grupo no sistema econômico mundial, representado pelo G20, FMI e Banco Mundial. Já em 2010, na segunda reunião, primeira em Brasília, as propostas foram ampliadas através de um acordo de cooperação para financiamento de projetos e obras de infraestrutura e energia entre os membros do grupo”.

HISTORIANDO – Ele expos anos anteriores:

Conforme explicou” na África, em 2013, em estudo sobre a industrialização, iniciou-se um movimento de diálogo externo com economias emergentes e países em desenvolvimento que abriram para o BRICS um caminho de integração com o mundo. A criação do Novo Banco de desenvolvimento, em 2014, com capital inicial de 50 bilhões de dólares, teve o objetivo de mobilizar recursos, para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento, facilitando a execução das novas propostas. Foi criado também um fundo de reserva destinado a promover apoio mútuo aos membros do agrupamento”.
Disse ainda que “discutiu-se a recuperação da economia mundial em 2016, na Índia , a responsabilidade fiscal, social e o combate ao terrorismo.

Na IX cúpula do BRICS, na China em 2017, observou, sob o tema “BRICS: Parceria mais forte para um futuro mais brilhante” iniciou-se um plano de ação para incentivar a cooperação em inovação. Durante essa reunião, a agência de notícias estatal chinesa anunciou o investimento de 1 bilhão de dólares para estabelecer um fundo para a promoção e cooperação entre os veículos de comunicação dos países do grupo”.

CULTURA E ENTRETENIMENTO – Segundo ele, “agora os governos brasileiro e chinês estão discutindo a criação de 2 canais de filmes: um com produções feitas nos países do BRICs e outro de vídeos brasileiros e chineses. Os 2 canais utilizariam a tecnologia streaming , para abrir um mercado de 600 milhões de chineses que assistem vídeo sob demanda e também para atrair capital chinês para o cinema brasileiro.

Vale destacar também, na área de ciência e tecnologia , a criação de uma rede de cooperação, o iBRICs, cujo objetivo é estimular a parceria entre incubadoras e médias empresas”.

E concluiu:

– As mídias ao socializar a informação e democratizar o conhecimento tem papel fundamental no desenvolvimento de um povo e no exercício da cidadania. É fundamental o acesso à informação livre e independente para orientar políticas públicas concretas, com ações efetivas, disse para acrescentar:

– O desenvolvimento da mídia hoje, dentro de um ambiente sujeito a rápidas e profundas mudanças, está diretamente relacionado com o estágio em que se encontra a economia e a sociedade onde ela está inserida. É a mídia que seleciona e define os temas de discussão, é ela que estabelece prioridades e também novos modos de perceber a realidade , de produzir e difundir informações e conhecimento. Dentro de um contexto onde as mídias são onipresentes e em que o passado não serve para o futuro é preciso flexibilidade, relevância e credibilidade, concluiu.


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