Economia

Sem reforma da Previdência, governo pode ter gasto extra de R$ 19 bilhões em 2019, diz Meirelles

22/02/2018


SÃO PAULO, SP, 10.05.2017: HENRIQUE-MEIRELLES - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa da 9º edição do Congresso de Fundos de Investimento, no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, zona sul da capital, na tarde desta quarta-feira (10). (Foto: Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (22) que a não aprovação da reforma da Previdência neste ano pode ter um impacto de até R$ 19 bilhões no Orçamento de 2019.

Esse valor se refere à estimativa de gasto extra com o financiamento do déficit da Previdência e que seria economizado em 2019 caso fossem aprovadas as regras mais rígidas para aposentadoria previstas na proposta do governo para a reforma.

Sem apoio no Congresso, o governo anunciou nesta semana que desitiu de aprovar a reforma da Previdência. No lugar dela, propôs um pacote de 15 medidas econômicas, consideradas prioritárias, que tentará aprovar neste ano no Legislativo.

A desistência de aprovar a reforma da Previdência também veio após o governo anunciar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. A legislação proíbe alterações na Constituição durante a vigência de uma intervenção e as mudanças na Previdência seriam feitas justamente por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“Caso não haja a aprovação da Reforma da Previdência nesse ano, isso tem um impacto de R$ 18, R$ 19 bilhões. Esses são os cálculos preliminares, dependendo de a reforma ser ou não aprovada, se não for aprovada em 2018, se viesse a ser aprovada no início de 2019”, disse em entrevista à rádio CBN.

Meirelles declarou que a mudança nas regras das aposentadorias no Brasil “é uma necessidade matemática”.

Recursos para a segurança pública

O ministro reiterou que o governo federal não cogita aumentar impostos para destinar mais dinheiro para a segurança pública. “Não houve essa discussão”, disse.

No caso da intervenção do Rio de Janeiro, Meirelles declarou que se houver necessidade de envio de tropas, o governo poderá analisar se são necessários mais recursos para financiar a ação.

“Caso as Forças Armadas tenham alguma dificuldade orçamentária, porque foi decidido em algum momento que deveria haver participação direta de forças federais no Rio, aí é outra história. E vamos analisar se há necessidade de o Exército ter algo a mais do que o previsto no Orçamento”, afirmou.


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