Pernambuco

Ato contra o governo Bolsonaro reúne milhares nas ruas de Recife

Protesto pede impeachment do presidente e mais agilidade na vacinação contra a Covid-19. Concentração aconteceu na Praça do Derby, na região central da cidade.

 

Um protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reúne manifestantes neste sábado (24), no Centro do Recife. O ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais.

Os manifestantes protestam pela agilidade na vacinação para prevenir a Covid-19, contra a fome e para pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) que dê andamento a processo de impeachment contra Bolsonaro.

 

A concentração começou por volta das 10h na Praça do Derby, na área central do Recife. Às 11h, a caminhada teve início. Os manifestantes tentam se organizar em filas indianas, para manter o distanciamento e evitar a contaminação pelo coronavírus. Mas, em alguns pontos, aglomerações são vistas. Os participantes também usam máscaras.

 

Ao longo da caminhada, manifestantes repetem gritos como “Bolsonaro vai cair” e “Bolsonaro genocida”. Um deles chegou a pintar a frase “Fora Bozo corrupto genocida” no meio-fio da Avenida Conde da Boa Vista.

Vários cartazes pedem a saída de Bolsonaro e chamam ele de corrupto e genocida. Dizeres de faixas defendem o voto eletrônico.

 

Crianças também são vistas no ato. Uma menina carrega um cartaz pedindo a saída de Bolsonaro. Um menino levanta outro dizendo “Bolsonaro você nos ensinou o que é um genocídio”.

Outra crítica constante é a respeito dos preços dos alimentos. Os manifestantes pedem a realização de políticas de erradicação da fome e da pobreza. Pessoas que perderam parentes para a Covid-19 carregam cartazes pedindo justiça e reparação.

 

Pessoas de diversas idades participam do ato, que também conta com a participação de políticos. De acordo com a organização, o protesto seguirá pela Avenida Conde da Boa Vista, até a Avenida Guararapes, onde deve se dispersar.

Quanto o ato chegou à Ponte Duarte Coelho, os manifestantes lembraram que o local foi onde ocorreram os primeiros ataques da Polícia Militar aos manifestantes no dia 29 de maio. Foi nesse local que o adesivador de táxis Daniel Campelo foi atingido com uma bala de borracha e perdeu o globo ocular.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) está acompanhando o percurso, com guardas em motocicletas.

 

Outros protestos

 

Este é o quarto protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dos últimos dois meses, no Recife. No dia 3 de julho, um grupo pintos dizeres “Bolsonaro Genocida” no cruzamento da Avenida Conde da Boa Vista com a Rua da Aurora, diante da Ponte Duarte Coelho. No local, um grupo também dançou ciranda.

No dia 19 de junho, outro ato pacífico também aconteceu com caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista. Na ocasião, os manifestantes fizeram um abraço simbólico, da Ponte Duarte Coelho até a Ponte Princesa Isabel.

No dia 29 de maio, outro manifestação pacífica era realizada contra o presidente, quando houve uma repressão violenta da PM. Dois homens perderam a visão de um dos olhos após serem atingidos por bala de borracha e outras várias pessoas foram agredidas.

A ação truculenta levou à queda do então secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e do então chefe da PM, Vanildo Maranhão, que depois foi transferido à reserva remunerada. O governador Paulo Câmara (PSB) aceitou o pedido de exoneração de ambos.

Além disso, dezesseis PMs que atuavam nas ruas foram afastados.

 

 

*G1PE


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