Nordeste

Em entrevista à Revista NORDESTE, cônsul americana Jéssica Simon revela os planos do governo Joe Biden para os estados nordestinos

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Walter Santos, na edição de 15 da Revista NORDESTE, a cônsul dos Estados Unidos da América (EUA) na região, Jéssica Simon, comenta sobre as relações diplomáticas do governo do presidente dos EUA, Joe Biden, na direção de investimentos nos Estados do Nordeste.

Na oportunidade, ela elenca detalhes sobre a ‘Parceria Nordeste’ em execução nos 206 anos das relações diplomáticas entre EUA e Brasil.

CLIQUE AQUI e acesse a entrevista com a cônsul Jéssica Simon, na edição virtual da Revista NORDESTE.

Reprodução: Revista NORDESTE

Ou, leia na íntegra, abaixo:

OS NOVOS PLANOS DE JOE BIDEN PARA O NORDESTE

COVID-19, recuperação econômica, novos negócios, preservação ambiental, mudanças climáticas com direitos humanos integram Parceria Nordeste, diz Cônsul Jessica Simon.

Por Walter Santos

Os novos tempos e suas variações políticas, em especial no Brasil diante de conflitos gerados pelo presidente Jair Bolsonaro com outros poderes em nada tem afetado a definição de políticas diplomáticas do Governo Joe Biden na direção dos Estados do Nordeste. Em Entrevista Exclusiva, a Cônsul dos Estados Unidos, Jéssica Simon, elenca detalhes da Parceria Nordeste em execução nos 206 anos das relações diplomáticas.

Revista NORDESTE – Em 2021, assinala-se 201 206 anos das relações diplomáticas com o Consulado mais antigo dos EUA no Brasil. Qual o saldo que a Sra. aponta durante todo esse tempo?

Cônsul Jessica Simon – Como cônsul geral dos Estados Unidos no Recife, eu tenho consciência da longa e rica história que me antecede. É um orgulho poder estar aqui no Nordeste para dar continuidade a tantos anos de parceria e contribuir para fortalecer os laços entre nossos países. A primeira presença diplomática dos Estados Unidos no Brasil foi estabelecida em Pernambuco em 1815. E continuamos crescendo desde então. Este ano, criamos a Parceria Nordeste, uma iniciativa que reforçam nosso comprometimento com os oito estados nordestinos onde trabalhamos: Paraíba, Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (o estado da Bahia faz parte do distrito consular do Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro). Atuamos com foco no combate à Covid-19 e na recuperação econômica, promoção de negócios, ações de preservação ao meio ambiente e combate às mudanças climáticas, e promovendo direitos humanos. E em maio deste ano, o consulado assinou com o governo do Estado da Paraíba um memorando de entendimento para cooperação em áreas como educação, saúde ciência e tecnologia, e segurança pública. O memorando foi o primeiro assinado com um estado do Nordeste. Já assinamos mais um com Pernambuco e esperando fazer outros acordos como esses em todo o Nordeste. Em 2020 estive em João Pessoa e fui muito bem recebida por todos. O governador João Azevêdo me falou sobre as potencialidades da Paraíba e descobri que os paraibanos também são apaixonados pelo futebol americano – e que a equipe do Espectros é um campeão nacional! Fiquei particularmente impressionada com o Polo Turístico Cabo Branco que o governador Azevêdo mostrou ao então embaixador Chapman e eu durante nossa visita ao estado. Quero em breve voltar ao estado para conhecer ainda mais paraibanos!

NORDESTE – O que representa na conjuntura os estados na geopolítica atual de conflitos na América do Sul?

Jessica Simon – Na América do Sul, podemos destacar o objetivo dos EUA de ver uma Venezuela pacífica e democrática. Saudamos os esforços pelo fim da crise humanitária na Venezuela por meio de uma cooperação internacional. E nosso apoio ao povo cubano que busca um governo que respeite suas liberdades e os direitos humanos – enquanto vivem um colapso do sistema de saúde com os casos de Covid-19 na Ilha. Outra prioridades que temos e que nos une sob a liderança do presidente Biden é nossa preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de proteger nosso meio ambiente. Acreditamos que o Brasil e todos os parceiros da América do Sul têm um papel importante a desempenhar nesse esforço global. Os Estados Unidos voltaram a aderir ao Acordo de Paris e o presidente Biden nomeou John Kerry como Enviado Presidencial Especial para o Clima, o que demonstra a importância que os Estados Unidos dão a essa questão geracional. Acreditamos que o Brasil tem potencial para ser líder no combate às mudanças climáticas.

NORDESTE – O Consulado de Recife já aventou mudar de local, mas reviu e não saiu mais da Boa Vista. Como tem sido a demanda de nordestinos em busca de viagens aos EUA diante das restrições impostas pela pandemia?

Jessica Simon  – Nossa sede no Recife continua no bairro da Boa Vista, na área central da cidade. E estamos sempre trabalhando para melhor atender os solicitantes de visto e cidadãos americanos. Nós apoiamos as viagens legítimas de brasileiros para os Estados Unidos e celebramos esse interesse em conhecer o país. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino global para estudantes internacionais, atraindo estudantes de quase todos os países do mundo. A embaixada e os consulados estão processando os pedidos de visto de estudante (nas categorias F e M) e esperamos poder atender todos os estudantes interessados antes do início do semestre letivo. Continuamos enfrentando uma pandemia global, apesar de termos obtido avanços com a vacina. A Embaixada e os Consulados dos EUA no Brasil estão trabalhando para retomar os serviços rotineiros de vistos de forma segura o mais rápido possível, mas ainda não temos previsão de quando as entrevistas de visto de turismo e outras categorias serão retomadas. Todos podem acompanhar atualizações sobre o assunto em nosso Instagram (@consuladoeua_nordeste).

NORDESTE – Os estados consolidaram nos últimos anos um Consórcio Gestor inteligente de discutir e encaminhar projetos comuns. Nesta fase de Covid, por exemplo, criaram um Comitê Científico que trouxe como resultado menos mortes do que em outras regiões. Como tem sido o diálogo do Consulado com essa instância de representação?

Jessica Simon – O Consulado Geral dos EUA no Recife vem trabalhando ao longo de décadas para fortalecer as relações entre o Nordeste e os Estados Unidos em diversos setores de interesses comuns. Acho que, com a região trabalhando em conjunto, o Consórcio tem muito potencial de realizar metas comuns. Tive várias reuniões com a diretória do Consórcio Nordeste desde minha chegada, em setembro 2020. Acompanhamos as atividades do grupo com muito interesse. Recentemente o Consulado convidou os governadores da região para nomear 50 profissionais afro-brasileiros ou descendentes indígenas para receber bolsas e participar num curso de inglês piloto, o American English Experience, em parceria com a ABA Global Education no Recife. A meta é fortalecer as habilidades no idioma para membros das comunidades que frequentemente têm menos acesso a oportunidades. O projeto está de acordo com nosso compromisso em promover diversidade e inclusão social em nossos programas. Sobre nossa luta conjunta contra a Covid, o consulado tem trabalhado com governos estaduais e municipais na região. Nós fornecemos dezenas de milhares de equipamentos médicos e cestas básicas para parceiros em Pernambuco e no Ceará Também entregamos um hospital de campanha com capacidade para 40 leitos para a cidade de Bacabal, no Maranhão, em fevereiro. Além das três milhões de doses da vacina Jansen que foi doada ao Brasil recentemente.

NORDESTE – Ao longo dos anos, como tem sido os contatos com os 9 governos nordestinos em termos de intercâmbio cultural e de negócios? É possível revelar alguns dos projetos estado por estado?

Jessica Simon – Gosto de dizer que nossa sede é no Recife, mas que estamos presentes nos oito estados do Nordeste, de Sergipe ao Maranhão. Isso acontece por conta do nosso constante contato e boa comunicação com representantes dos governos estaduais e municipais, sociedade civil, instituições acadêmicas e empresas brasileiras e americanas. Nos últimos 10 anos, enviamos milhares de brasileiros do Nordeste em programas de intercâmbio profissional, cultural ou acadêmico para os Estados Unidos. Gostaria de destacar nossa parceria com o estado da Paraíba. Como já mencionei, em maio deste ano, o consulado assinou com o governo do Estado da Paraíba um memorando de entendimento para cooperação em áreas como educação, saúde, ciência e tecnologia, e segurança pública. Nas conversas com o governador João Azevêdo, decidimos criar grupos de trabalho para estabelecer mais programas ou intercâmbio de profissionais também nas áreas de comércio e investimento, agricultura e turismo. E temos grandes expectativas para esta colaboração. E gostaria de mencionar mais um exemplo de colaboração que faz parte da nossa história. Em 2018, a Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA) financiou uma consultoria para a Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (Codata). O objetivo era apoiar a expansão da rede de banda larga e atualização das tecnologias de informação e comunicação no estado. Nossa comunicação constante com representantes dos governos estaduais e municipais, da sociedade civil e academia, permite que avancemos juntos. Na área de educação, por exemplo, o cônsul de diplomacia pública e sua equipe, já está em contato com o secretário estadual de Educação, e Ciência e Tecnologia, Cláudio Furtado, para identificar o que pode ser feito em conjunto nessa área. Também estamos conversando com líderes da área de segurança pública para identificar cooperação e apoio possíveis para a segurança dos cidadãos no estado.

NORDESTE – Em termos de demandas e/ou negócios, especificamente, quais os segmentos econômicos a gerar mais interesse das empresas americanas no Nordeste brasileiro nos últimos tempos?

Jessica Simon – O meio ambiente e a energia renovável são prioridades da administração do presidente Joe Biden. E o Nordeste tem um dos maiores potenciais para geração de energia renovável do mundo. Os investimentos em geração de energia solar e eólica é de interesse mútuo e o mercado americano está pronto para fornecer a tecnologia necessária para ajudar o desenvolvimento do setor no Nordeste do Brasil. Um projeto recente, em que o consulado atuou em colaboração com instituições públicas do estado em prol da pesquisa no segmento de energia sustentável, foi a doação de um equipamento americano para o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Em parceria com o IFPE, e com auxílio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e do Porto de Suape, ajudamos a viabilizar a doação de um protótipo de equipamento da empresa americana Wave Water Works, especializada em tecnologia de geração de energia através das ondas do mar. O equipamento já se encontra em Pernambuco e deverá ser instalado no Porto de Suape. Outro setor importante para ambas as regiões é infraestrutura que abrange portos, aeroportos, água e saneamento, além de tecnologia da informação e o setor de inovação. Mas as interações e negócios entre Brasil e EUA podem estar em qualquer setor. Ano passado, por exemplo, uma empresa paraibana de cimento foi adquirida pela americana Farallon Capital. Por isso é tão importante manter comunicação aberta com diversos setores e estar conectado com as possibilidades de interação com os EUA.

NORDESTE – Recife abriga o Porto Digital, da mesma forma que Campina Grande/PB dispõe de Parque Tecnológico importante, bem como há estruturas em Natal, Fortaleza, Salvador. Em tempos de Inteligência Artificial, o que há de negociação ou investimentos nesta área de inovação incluindo 5G e/ou outros negócios?

Jessica Simon – O Nordeste do Brasil vem se tornando conhecido, cada vez mais, como um centro de inovação em TI. Várias empresas americanas já plantaram sementes em parques tecnológicos do Nordeste. A região está construindo um ambiente cada vez mais propício para trazer investimentos em tecnologia e inovação. O Parque Tecnológico de Campina Grande é outro ótimo exemplo disso. Além do Ceará, que tem um hub importante de cabos de fibra óptica, um dos maiores do mundo. Pernambuco também está procurando avançar em relação a esse tipo de infraestrutura com a vinda do primeiro cabo submarino de fibra óptica do estado, que já conecta Nova Iorque a São Paulo, e passará a integrar Pernambuco e o Nordeste. Essa infraestrutura é essencial para promover um ambiente de suporte à inovação. Fico feliz em saber que os EUA e empresas americanas estão participando desse desenvolvimento. Espero que em breve possa visitar Campina Grande e conhecer de perto o Parque Tecnológico. No cenário nacional, apesar da situação econômica imposta pela pandemia, as startups brasileiras tiveram um crescimento recorde em 2020. A expectativa do mercado era que dez startups brasileiras alcançassem o status de unicórnio (empresas de tecnologia privada avaliadas em um bilhão de dólares) em 2020. E hoje são 17 unicórnios do Brasil que receberam investimento de capital de risco dos EUA. A parceria do setor privado EUA-Brasil é um elemento importante do crescimento econômico. A Administração Biden vê a segurança 5G como uma alta prioridade. A tecnologia 5G irá impactar todas as dimensões das nossas vidas, como transporte, distribuição elétrica, e saúde. Apoiamos padrões rigorosos para a rede 5G para proteger a segurança e privacidade. E apoiamos o crescimento de empresas da área. Este ano, o Departamento de Comércio dos EUA Brasil realizou sua primeira conferência para startups para promover a SelectUSA Tech. O evento reuniu mais de 180 startups do Brasil, incluindo startups do Nordeste, empresas de capital de risco e private equity dos EUA. Nosso contato com empresas de outros setores também é constante. Em 2020, empresários de João Pessoa participaram de seminário com o especialista do SelectUSA, André Leal, sobre as oportunidades de se globalizar usando os EUA como portal de negócios.

Reprodução: Revista NORDESTE

NORDESTE – As informações mais recentes na mídia brasileira mostram um certo distanciamento do novo governo americano Joe Biden por razões diversas, até na demora do presidente Jair Bolsonaro de reconhecer a vitória democrata. Como a Sra. define as relações diplomáticas no atual momento e qual a perspectiva de futuro? O que o atual governo americano trabalha para os próximos intercâmbios com o governo brasileiro?

Jessica Simon – Os Estados Unidos e Brasil compartilham uma parceria vibrante que se estende por dois séculos de interesses mútuos e valores compartilhados. A relação com o Brasil é sólida e continuaremos trabalhando para encontrar formas comuns de garantir que trabalhemos juntos para conquistar segurança e prosperidade econômica conjunta. Um exemplo disso são as visitas recentes de autoridades do governo americano ao Brasil. Na primeira semana de agosto, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan Gonzalez, vieram para o Brasil. Sullivan e sua delegação, junto com o encarregado de negócios dos EUA, Douglas Koneff, conversaram com o presidente Jair Bolsonaro e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Heleno, entre outros líderes. Foram discutidas oportunidades para fortalecer a parceria estratégica Brasil-EUA e alternativas para recuperação da pandemia da Covid-19. Outro ponto importante da viagem foram os debates sobre como avançar com objetivos climáticos. Clima e meio ambiente também foi o tema do encontro virtual entre o enviado especial dos EUA para mudanças climáticas, John Kerry, e governadores de diversos estados brasileiros. Dentre os participantes do encontro, onde foram discutidos temas como redução de CO2, estavam o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias. Esses momentos, sejam presenciais ou virtuais, são sempre relevantes para intercâmbio de conhecimento e articulação de projetos que sejam de benefício mútuo.

NORDESTE – Como indica a história, os EUA já tiveram uma base militar em Parnamirim/RN durante a Segunda Guerra Mundial e mais recentemente foi disponibilizada a base de Alcântara, no Maranhão, para projetos espaciais. O que se pode saber de ações e avanços nesta nova fase?

Jessica Simon – Em junho deste ano, o Brasil assinou os Acordos Artemis, se tornando o primeiro país da América do Sul a fazer parceria com os Estados Unidos no programa que é uma iniciativa global marcante para a cooperação na exploração do espaço. Mas em abril de 2021 outro avanço nesta área já tinha sido anunciado. Graças ao Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre os governos dos Estados Unidos e Brasil, quatro empresas foram selecionadas, por meio de edital público, para operar lançamentos de satélites do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. Dessas quatro empresas, três são americanas: Hyperion, OrionAST e Virgin Orbit. Esperamos que em breve possamos anunciar mais novidades das futuras ações nesta área. Enquanto os Acordos Artemis e o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas miram o futuro, a história compartilhada entre os EUA e o Rio Grande do Norte revelam uma rica história de nossa parceria. Apoiamos projetos no RN, e em outros estados, que trabalham para preservar nossa memória. Visitei o Centro Cultural Trampolim da Vitória, em Parnamirim, e o Museu da Rampa, em Natal, e pude ver o belo trabalho de pesquisa que é desenvolvido lá. Por isso criamos, em 2021, um Programa de Visitantes e Líderes Internacionais on-line para pesquisadores da Segunda Guerra Mundial do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Esses líderes mergulharam na preservação da nossa história compartilhada, se reunindo com historiadores e arquivistas de prestigiadas instituições dos Estados Unidos, como o Smithsonian Institute, com o setor de arquivos do Departamento de Defesa dos EUA em Washington DC, e Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial em Nova Orleans. Esses brasileiros e americanos se encontrarem durante três semanas para discutir e aprender maneiras para preservar juntos esta importante parte da nossa história compartilhada. Estamos sempre avançando juntos em questões de relevância para nossos países.

Reprodução: Revista NORDESTE

NORDESTE – Dentro do que se apresenta como estratégia, o que a atual gestão do Consulado apresenta como novos planos de futuro a serem desenvolvidos para novas gerações brasileiras no formato de intercâmbio?

Jessica Simon – Na história de parcerias do Consulado dos EUA com paraibanos e paraibanas, mais de 40 líderes de diferentes idades já participaram dos programas Jovens Embaixadores, Programa Visitantes e Líderes Internacionais (IVLP) e do Science Tech Camp. Este ano, a estudante de escola pública Noely Irineu Silva participa do Programa Jovens Embaixadores. Também está sendo promovido no Nordeste o curso de inglês American English Experience, voltados para profissionais de ascendência afro-brasileira e indígena do setor público. Dez participantes da Paraíba já iniciaram as aulas online, que seguem até setembro de 2021. Quero compartilhar que cinco estudantes, que consolidaram suas carreiras acadêmicas nas universidades federais da Paraíba e de Campina Grande, vão estudar nos EUA através da Comissão Fulbright, que oferece bolsas de estudos para o intercâmbio de estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores. Este prestigiado programa de bolsas de estudos dos EUA está celebrando seu aniversário de 75 anos. Gostaria de compartilhar o nome de todos eles, para celebrar suas conquistas: Edson Meneses, Luciana Borges, Karoline Brito, Thomás Ferreira e Flávia Pires. Além do estudante Welton da Silva, que através do Programa Oportunidades Acadêmicas do EducationUSA, vai estudar na Columbia University, em Nova Iorque. Recentemente tive a oportunidade de me reunir, numa mesa redonda virtual, com cerca de 20 estudantes e professores que conquistaram bolsas da Fulbright no Nordeste que vão estudar ou desenvolver pesquisas presencialmente em universidades dos EUA este ano. Estou impressionada com as habilidades do grupo e muito otimista sobre o conhecimento e experiência que eles vão trazer de volta para a região para promover o desenvolvimento nas áreas de saúde, agricultura, ensino de inglês, tecnologia e outros. Eu encorajo vocês, leitores, a aprender mais sobre como estudar nos Estados Unidos acessando o site do EducationUSA https://www.educationusa.org.br/ e da Comissão Fulbright https://fulbright.org.br/

NORDESTE – Quando a Pandemia permitir contatos pessoais mais frequentes, qual a agenda que a sra pretende desenvolver para estreitar as relações do Embaixador americano nos 9-8 Estados?

Jessica Simon – O consulado continua em plena atividade: parte de nossa equipe está trabalhando em home office, fazendo reuniões on-line e, quando possível, encontrando pequenos grupos de forma presencial. O ministro conselheiro Doug Koneff, que está no comando da Missão dos Estados Unidos no Brasil, já demostrou interesse de viajar para o Nordeste. E quando o novo embaixador ou embaixadora for nomeado(a) e chegar ao Brasil, vamos colocar como prioridade uma viagem para a região. Estamos atentos aos protocolos de saúde estabelecidos por cada governo estadual e, desde o início da pandemia, uma de nossas prioridades é o combate à Covid-19. Os Estados Unidos já entregaram um total de mil ventiladores ao Brasil e a assistência total do governo dos EUA chega a mais de R$ 104,5 milhões. Enquanto isso, nós continuamos a estreitar nossos laços através de reuniões com representantes dos governos, apoiando negócios, promovendo direitos humanos, motivando estudantes nos Estados Unidos, combatendo a mudança climática, e nosso esforço conjunto para combater a Covid-19 e promover a recuperação econômica. Estou ansiosa para viajar pela região Nordeste do Brasil e conhecer mais nordestinos “cara a cara”.


Os comentários a seguir são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Recomendamos pra você


Receba Notícias no WhatsApp