Nordeste

Guido Lemos, PhD em TI, avalia futuro da sociedade, novos avanços e diz que sem ciência e tecnologia resta subdesenvolvimento; ele comenta Polo Digital no Centro Histórico

Por Walter Santos

A próxima edição da Revista NORDESTE se mantém acompanhando os principais fatos da economia, política, educação, comportamento no que há de mais atual. Quem está presente na nova produção é o professor PhD Guido Lemos, focando sua análise sobre a conjuntura mundial e nacional no campo da inovação, mostrou-se preocupado com a retração de investimentos em C&T e disse que sem mais apoio à Ciência e Tecnologia o Brasil conviverá com subdesenvolvimento.

Ele elogiou o governador João Azevedo e prefeito de João Pessoa, Cicero Lucena, pelo anúncio de implantação do Parque Tecnologico “Horizontes de Inovação”, assim como os secretários do governo e PMJP envolvidos apostando muito nos desdobramentos no ecossistema.

Eis parte da entrevista:

 

Revista NORDESTE – Como um personagem de alta significação acadêmica dialogando com o universo externo até mercadológico define o mundo neste tempo disruptivo ?

GUIDO LEMOS – Estamos avançando muito rapidamente em direção ao mundo das máquinas inteligentes. Neste mundo um carro autônomo escolhe rotas com base em negociações com sistemas de controle de pedágios e faz pagamentos em criptomoedas com registros livros contábeis eletrônicos implementados em blockchains. Essas tecnologias criam as condições básicas para a economia das máquinas. Neste mundo, muito do trabalho hoje realizado por humanos será feito por sistemas inteligentes. Muitos empregos irão simplesmente desaparecer. O que nós humanos vamos fazer nesse mundo das máquinas inteigentes é difícil prever…

NORDESTE – Na sua condição de inventor do Ginga ( fez a conversão do analógico para digital), a partir do LAVID, projeta as novas grandes novidades do futuro próximo?

GUIDO LEMOS – O LAVID cresceu, hoje são cerca de 150 professores e estudantes, e diversificou suas áreas de atuação. Continuamos trabalhando em aplicações de vídeo digital: vem aí o Ginga D, onde teremos um servidor Web instalado em nosso aparelho de TV, pois é, servidores que antes ficavam nos CPDs de grandes empresas a partir desse ano virão dentro de nossos aparelhos de TV. O número e o tipo de aplicações que esse tipo de infraestrutura permite seria impensável alguns anos atrás quando criamos o Ginga. Hoje temos pesquisas em aplicações de blockchain e criptomoedas, a exemplo do serviço de RAP RNP contratado pelo Ministério da Educação que permite a criação, registro e validação de diplomas digitais em 170 universidades e institutos federais brasileiros. Combinando blockchain e vídeo digital estamos desenvolvendo um sistema de vídeo para saúde no projeto V4H, onde fazemos registros dos vídeos dos atendimentos em blockchain. Esse sistema está sendo testado no núcleo de Telessaúde SP da Unifesp, no Incor-USP, na Faculdade de Odontologia da USP, no Hospital Militar São Paulo, na Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba e no Hospital Universitário Lauro Wanderley da UFPB. Também continuamos contribuindo fortemente no tema acessibilidade, o VLibras é usado em mais de 700 mil sites incluindo o do governo federal, senado, câmara, vários sites da justiça, governos estaduais, prefeituras e empresas privadas; é executado mais de 30 milhões de vezes por dia, chegando a marca de 11 bilhões de execuções anuais!

NORDESTE – qual sua avaliação para a implantacao do Parque Tecnológico em João Pessoa, no Centro Histórico?

GUIDO LEMOS – Muito positiva! Se observarmos a transformação que aconteceu em Recife não resta dúvida que a iniciativa é correta. Se não investirmos em nosso centro ele irá se degradar. A atração de empreendedores gera demanda por serviços e vai revitalizar nosso centro contribuindo para seu desenvolvimento e preservação. Finalmente conseguimos um alinhamento político no tema. Estão de parabéns o Governador João Azevedo, os secretários Claudio FurtadoRubens Nóbrega, o prefeito Cícero Lucena e a secretária Margareth Diniz pelo apoio a iniciativa que é um passo importante para que João Pessoa ganhe velocidade na direção da economia do conhecimento.

NORDESTE – o que esperar da C&T diante de govermos negacionistas e que não aceitam a ciência?

GUIDO LEMOS – Subdesenvolvimento e pobreza.

A integra da entrevista estará  na próxima edição.

 

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