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Saldo de Viagens internacionais expõe repercussões antagônicas entre Bolsonaro e Lula com petista resgatando esperanças

 

O Brasil, melhor dizendo setores da Elite nacional entre eles a Grande Mídia, forçosamente nos próximos tempos haverá de conviver com a comparação de desempenho nacional e internacional entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula porque o nível, conteúdo e repercussão são imensamente díspares.

O saldo, por exemplo, de Bolsonaro na COP 26, na Escócia, e sua agenda pela Europa, recentemente, foi nulo ou um desastre diplomático sem que nenhum líder global quisesse dialogar com ele. Restou a farra particular na Itália.

Agora mesmo na viagem a Dubai e Bahrein, no Oriente Médio, o que se viu foi discurso falso, infelizmente mentiroso do presidente tratando de assuntos sérios como a Amazônia diante do mundo perplexo com a atitude do presidente.

A VIAGEM DE LULA

Em poucos dias em viagem à Europa, o ex-presidente Lula provou que se mantém com nível de principal líder político da América Latina arrancando audiências com os principais líderes da Alemanha, agora mesmo a França, expondo uma pauta no nível das preocupações do mundo, tanto que foi recebido com aplausos e de pé pelo Parlamento Europeu.

Diferentemente do Brasil, onde a Grande Mídia ainda insiste em boicotá-lo por sua posição sobre a Regulação do setor, na Europa e nos continentes por onde anda Lula é tratado como Chefe de Estado em nível global por sua pauta contemporânea e à altura das preocupações do mundo, o lado inverso de Bolsonaro, este a dar vexames.

A PAUTA DOS POBRES

No Parlamento Europeu, Lula disse a grande verdade: parte da Elite brasileira e sul-americana não aceita políticas sociais de inclusão dos mais pobres e aborda a importância de tratamento humano decente com filtro ideológico intencionalmente distorcido para se manter no Poder.

Ele citou diversos casos na América do Sul, como na Argentina com Cristina Kirchner, Evo Morales na Bolívia, Rafael Corrêa, no Equador, Mujica no Uruguai, etc, todos atingidos pela ira da ultradireita internacional que nunca aceitou tratar pobre com decência.

O fato dele defender o fortalecimento do Mercosul, ultimamente fragilizado, ao invés da ALCA defendida pelos americanos, simboliza uma realidade em que, segundo Lula, os interesses externos não querem aceitar a soberania dos países sul-americanos. Esta é a essência.

Alias este também é um dos aspectos, entre muitos, a gerar a instabilidade política na América do Sul e a expor a enorme diferença entre Lula e Bolsonaro.

SÍNTESE

Pelo conjunto de fatos registrados nas viagens dos dois líderes brasileiros não há dúvida nenhuma de que Lula se mantém mais preparado para construir um futuro de menos desigualdade no País mantendo a economia saudável e equivalendo a saída dos pobres da miséria diante do lucro que os ricos não querem nunca perder.

Pela repercussão na Europa, a Mídia vai precisar pautar o ex-presidente com decência.


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