Maranhão

Sindicato rejeita proposta da Prefeitura e greve dos professores continua em São Luís

Prefeitura havia proposto reajuste de 10% para os profissionais que já recebem acima do piso salarial, mas o Sindeducação quer mais.

 

Após assembleia realizada nesta quarta-feira (20), na Praça Deodoro, o Sindicato dos Profissionais do Ensino Público de São Luís (Sindeducação) informou que a categoria rejeitou a nova proposta de reajuste da Prefeitura e vai manter a greve dos professores, que teve início na última segunda (18).

A decisão aconteceu após uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Maranhão, onde a Secretaria Municipal de Educação de São Luís (SEMED) apresentou uma proposta de 10,06% de reajuste para os professores que recebem acima do piso salarial. Para os professores que recebem abaixo do piso, a Prefeitura diz que mandou à Câmara Municipal a proposta de reajuste em 33%.

Segundo a secretaria, o reajuste será destinado para os servidores ativos, inativos e pensionista de nível superior, respeitando a realidade orçamentária do município e garantindo a valorização dos profissionais.

O que pedem os professores?

O Sindicato dos Profissionais do Ensino Público de São Luís (Sindeducação) diz que o movimento grevista foi aprovado no último dia 8 de abril, após a Prefeitura de São Luís oferecer reajuste de 5%.

Segundo o Sindicato, o valor é muito abaixo do que a categoria reivindica em sua campanha salarial, que é atualização do piso nacional de 33,24% para docentes do nível médio, e a repercussão em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para todos os professores com nível superior.

O reajuste de 33,24% foi aprovado pelo governo federal, no dia 4 de fevereiro deste ano, com isso, o piso passou de R$ 2.886 para R$ 3.845.

O Sindeducação afirma que os professores da rede municipal de ensino estão há 5 anos sem aumento de salário, e a proposta feita pela Prefeitura de São Luís, de reajustar em apenas 5% os salários, é considerada ‘imoral’ pela categoria.

Ainda segundo o sindicato, além de rejeitarem a proposta de 5% da prefeitura, os professores também assumiram o compromisso de lutar por escolas que ofereçam condições dignas para toda a comunidade escolar.

 

 

g1ma


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