Internacional

Coronavírus: Pandemia “pode terminar em até dois anos”, diz esperar diretor da OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que, apesar da globalização que favorece que vírus se espalhe, espera que doença seja contida em tempo mais curto do que foi a gripe de 1918

22/08/2020


Na imagem Tedros Adhanom Ghebreyesus

Terra

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou esperar que a pandemia do coronavírus chegue ao fim em menos de dois anos.

Falando em Genebra, Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a gripe de 1918, que ficou conhecida como gripe espanhola e matou 50 milhões de pessoas em todo o mundo, foi superada em dois anos. Ele acrescentou, no entanto, que os avanços atuais da tecnologia podem permitir que o mundo acabe com o vírus em “um tempo mais curto”.

“Claro que com mais conectividade o vírus tem mais chances de se espalhar”, afirmou. “Mas ao mesmo tempo nós também temos tecnologia para detê-lo, e o conhecimento para isso”, ele afirmou, destacando a importância de “união nacional e solidariedade global”.

O coronavírus, até agora, matou quase 800 mil pessoas e infectou 23 milhões.

O professor Sir Mark Walport, membro do grupo de aconselhamento científico para emergências (Sage, na sigla em inglês) disse neste sábado que a covid-19 “vai ficar conosco para sempre, de uma maneira ou de outra”. “Então, um pouco como a gripe, as pessoas precisarão se revacinar em períodos regulares”, afirmou à BBC.

Corrupção ‘inaceitável’ na pandemia

Em Genebra, Tedros disse ainda que a corrupção ligada aos estoques de equipamentos individuais de proteção (EPI) durante a pandemia foi “inaceitável”, descrevendo-a como “assassinato”.

“Se trabalhadores de saúde trabalham sem EPI, estamos arriscando as vidas deles. E isso também coloca em risco a vida daqueles a quem eles servem”, ele acrescentou, respondendo a uma pergunta.

Embora a questão se referisse a alegações de corrupção na África do Sul, muitos outros países enfrentaram questões similares. No Brasil, por exemplo, desde abril 42 operações contra a corrupção envolvendo dinheiro público para a resposta à doença já cumpriram 604 mandados de busca e apreensão, e ao menos 46 pessoas suspeitas de envolvimento foram detidas.

Na sexta-feira, protestos ocorreram em Nairóbi contra suposta corrupção durante a pandemia, enquanto médicos de um grande número de hospitais públicos entraram em greve contra salários atrasados e falta de equipamento de proteção.


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