Internacional

Walter Santos analisa geopolítica com ensaios de Trump/Bolsonaro para emprego de armas no Brasil e Venezuela

Jantar que selou Acordo Secreto

19/04/2020


A compra pelo Governo dos Estados Unidos de armamentos na ordem de 2 Trilhões de Dólares em fevereiro passado é volume de armas que instiga os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro ao emprego na América do Sul a partir da Venezuela e Brasil, comenta o Publisher, multimídia e analista político Walter Santos. Só que, acrescenta, o efeito Coronavirus atrapalhou os planos.

Ele vê como consequência imediata, por exemplo, a Venezuela se armando com apoio da Rússia e mais recentemente da China. Para ele, o Brasil não tem nada a ver com interesse americano na Venezuela nem tem como retroceder no apoio assegurado à Democracia como pretendem em contrário fanáticos do ódio.

Eis a análise na integra:

É grave clima pedindo fechamento do STF e Congresso, além do emprego das Forças Armadas. Será que U$ 2 tri de armas dos EUA têm foco no Brasil e Venezuela?

O domingo nublado em várias áreas do Nordeste abriga um clima sombrio e altamente preocupante gerando na Era Bolsonaro ataques inadmissíveis à ordem legal do País com Ministro da Saúde deixando as trincheiras no Covid-19 para passear no Rio, além de visível enfrentamento ao apoiar manifestações
pelo fechamento do STF e Congresso Nacional e ainda tendo pedido minoritário de populares para uso das Forças Armadas. Este é o sonho de Golpe do presidente.

O somatório de dados interrelacionados projeta sem necessidade de muito esforço mental para atestar que o presidente Jair Bolsonaro age dedicadamente a criar clima de convulsão social visando uso das Forças Federais com intenção clara de fechar as instituições democráticas do País e assim justificar o Acordo assinado com Donald Trump justificando para uso de 2 Trilhões de Dólares em recente compra de armas à industria dos Estados Unidos.

Embora ainda haja tempo para conter o Plano, está cada vez mais ficando claro o envolvimento dedicado de Bolsonaro para transformar o Brasil em praça de Guerra e, ato contínuo, usar o emprego de tropas invadindo a Venezuela, algo sem nenhuma lógica plausível do envolvimento das Forças Armadas de nosso País.

COMPRA BILIONÁRIA ÀS VÉSPERAS DE ASSASSINATO

A Grande Mídia do Ocidente, em especial à do próprio EUA, não deu grande dimensão ao fato registrado na véspera da autorização pelo presidente Trump de assassinato por drooner de 2 Generais Iraniano e Iraquiano, que foi a compra na ordem de 2 trilhões de dólares de armas – evidentemente volume pronto para uso imediato.

A esta altura do campeonato, não é de todo improvável que se não fosse a grave crise do Coronavirus a Venezuela estaria como palco de Guerra por interesse geopolítico bancado pela indústria armamentista americana com a participação do Brasil.

Aliás, no início de março de 2020, agora passado, na viagem-assinatura de Acordo secreto entre EUA e Brasil para emprego de aparato de segurança na América do Sul quando a comitiva de Bolsonaro foi toda acometida de Coronavirus, ficou evidente a participação do presidente brasileiro no plano contra a Venezuela.

CHINA E RÚSSIA REFORÇAM VENEZUELA

Em que pesem o silêncio comprometedor da cúpula sobre as projeções para a Venezuela, o Brasil precisa saber e reagir porque o presidente da China, Xi Jiping, acaba de reforçar o apoio chinês ao presidente Nicolas Maduro reforçando o aparato possível e necessário de somando à Rússia, que já dispõe de tropas armadas em Caracas.

Em síntese, este é o verdadeiro cenário geopolítico em que o presidente Bolsonaro se envolve cada vez para significar a subserviência indevida do Brasil à ordem de Trump querendo “produzir guerras” que a sociedade brasileira desaprova, apesar dos fanáticos do ódio em torno do Palácio do Planalto.

A sociedade brasileira de uma forma geral precisa reagir.

Ditadura nunca mais!


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