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Dilma é autora do prefácio do livro de Sócrates sobre Operação Marquês: “a verdade prevalecerá”

247 – A ex-presidente Dilma Rousseff prestigiou o trabalho do ex-primeiro ministro de Portugal José Sócrates ao escrever o prefácio – “Em Pleno Século 21, A Luta Contra a Injustiça e o ‘Lawfare’” – de sua nova obra: “Só Agora Começou”. O livro será lançado neste domingo (11).

 

Em sua participação, divulgada pelo Diário de Notícias, Dilma cita trechos de O Processo, de Franz Kafka, e do artigo “J’Accuse”, de Émile Zola, e traça um paralelo entre a situação de Sócrates, em Portugal, e a do ex-presidente Lula no Brasil: “os paralelos entre a situação vivida pelo veterano líder do Partido Socialista (…) e a do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva salta aos olhos de quem lê esta obra, uma contundente denúncia política de Sócrates. Não tenho dúvidas de que, assim como no caso de Lula, em que o Supremo Tribunal Federal demorou 2 anos, mas fez justiça e reconheceu a 24 de março que o ex-juiz Sérgio Moro foi parcial e submeteu o ex-presidente do Brasil a uma perseguição implacável, o mesmo se sucederá com Sócrates. Nenhum mal dura para sempre. A mentira sempre será desmascarada”.

 

“A história [de Sócrates] é inacreditável, mas não ocorreu de maneira inédita. Está no manual do ‘lawfare’ usado rotineiramente contra líderes políticos. O uso da lei como arma de destruição civil e criminal de líderes políticos, caracterizando o que ficou conhecido como justiça do inimigo”, escreve Dilma. 

 

“A obra de Kafka tem a denúncia do aparelho do Estado a serviço de uma absurda perseguição implacável contra um cidadão. Acontece na ficção, mas também na vida real. Esta é a denúncia de José Sócrates, o ex-primeiro-ministro de Portugal, neste livro ‘Só Agora Começou’, em que relata a trama digna de um thriller político, como no romance ‘O Processo'”, continua.

 

A ex-presidente comenta a Operação Marquês, que é o fio condutor do livro de Sócrates, e descreve que o mais vergonhoso da operação é ter ocorrido “em Portugal, coração da Europa Moderna”. “A denúncia de seu suposto envolvimento em corrupção só foi oficializada um ano e meio depois dele ter sido encarcerado numa prisão preventiva que por si só já escandalizaria qualquer defensor do Estado Democrático de Direito. E isso aconteceu debaixo dos olhos da opinião pública de Portugal, no coração da Europa Moderna. Para vergonha de todos”. 

 

“No momento em que escrevo este texto, a imprensa destaca que o caso da Operação Marquês vai a julgamento em 9 de abril. Ou melhor, em 9 de abril um tribunal irá decidir se o caso vai a julgamento. Quase sete anos depois da prisão”, completa. 

 

A ex-presidente conclui: “a verdade prevalecerá”. “(…) Quando o julgamento não se dá apenas no tribunal de Justiça, mas na corte da opinião pública, moldada pelos meios de comunicação e alimentada pelos algozes. Ainda assim é preciso perseverar e não desistir. A verdade prevalecerá”.


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